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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 98

Leonardo e Helena estavam em um discreto bistrô, em uma sala reservada, longe do centro da cidade, em um bairro tranquilo. O lugar era pequeno e sofisticado, aparentemente frequentado apenas por pessoas que realmente conheciam o local.

Logo após se sentarem, fizeram os pedidos, e o garçom se afastou com discrição, deixando os dois sozinhos.

— Imagino que esteja surpresa em me ver. — comentou Leonardo, apoiando-se confortavelmente na cadeira.

Helena soltou um leve sorriso contido.

— Confesso que jamais imaginei que o senhor me procuraria.

Leonardo inclinou levemente a cabeça.

— Helena… posso chamá-la assim? Afinal, você é minha cunhada. E pode me chamar apenas de Leonardo.

— Sem problema. — respondeu ela com educação. — Mas por que veio me procurar? Seus pais estão preocupados. Sua mãe não tem notícias suas há tanto tempo… Por que não volta para casa?

O semblante de Leonardo perdeu parte da leveza.

— Acredito que você saiba de tudo o que aconteceu.

Helena assentiu em silêncio.

Então Leonardo começou a contar, de forma resumida, sua versão da história, praticamente a mesma que Olívia havia relatado anteriormente.

Quando ele terminou, Helena o observou por alguns segundos antes de falar:

— Mas já faz tanto tempo… Talvez, se você voltasse e conversasse com Eduardo, pudesse esclarecer tudo.

Leonardo soltou um sorriso breve, mas sem humor.

— Tenho meus motivos para continuar afastado. E, quando soube que Eduardo havia se casado, pensei que talvez estivesse na hora de voltar. Mas antes preciso resolver alguns assuntos pendentes… coisas que eu acreditava terem ficado enterradas no passado, mas que acabaram reaparecendo.

Helena teve certeza de que ele estava se referindo a Viviane. Antes que Helena pudesse perguntar qualquer outra coisa, o celular sobre a mesa começou a tocar.

Ela estava prestes a ignorar a ligação, mas hesitou ao ver o nome de Célia na tela. Célia jamais ligaria sem motivo.

— Célia, o que aconteceu?

Do outro lado da linha, a voz dela soava aflita e apressada.

— Helena, a Clara desmaiou. Eu chamei a ambulância, e eles a estão levando para o hospital.

Na mesma hora, a cor desapareceu do rosto de Helena. Ela se levantou abruptamente da cadeira.

— Eu já estou indo.

Desligou o celular às pressas enquanto pegava a bolsa sobre a cadeira. Leonardo percebeu imediatamente que algo grave havia acontecido.

— O que houve?

— Eu preciso ir… minha mãe…

A expressão dele se tornou séria ao compreender a situação, e ele também se levantou.

— Quer que eu a leve? Você parece muito abalada.

Helena balançou a cabeça rapidamente.

— Não precisa, obrigada. Me desculpe, mas eu realmente tenho que ir.

Sem esperar mais um segundo, Helena saiu apressada do bistrô.

Por mais que quisesse ouvir o que Leonardo ainda tinha a dizer, naquele momento sua mãe era a única coisa que importava.

*****

Helena corria pelo corredor do hospital completamente aflita. Assim que avistou Célia sentada próxima à emergência, levantou-se às pressas e foi até ela.

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