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Proibida para Mim: Apaixonado pela filha do meu amigo romance Capítulo 129

Aurora Rossi

Nunca achei que voltaria.

Não porque o sentimento tivesse morrido — porque não morreu. Mas porque eu acreditava que algumas cicatrizes não podiam ser tocadas sem reabrir as feridas.

E então, eu vi o sol se pondo atrás da casa dos meus pais. E uma parte de mim, a mais calada e teimosa, sussurrou que talvez… só talvez… ainda houvesse algo a ser vivido.

Quando entrei na adega, não fui recebida com palavras.

Fui recebida com silêncio. E beleza. Com lembrança. Com amor.

As flores. A luz suave. O rótulo com meu nome. Tudo falava mais alto que qualquer promessa poderia dizer. E quando olhei pra ele, ali, sentado com os olhos cheios de espera, entendi o que significava ser verdadeiramente amada: ser lembrada em cada detalhe. Ser sentida mesmo na ausência.

Sentei à mesa.

Brindamos.

E, por um instante, o mundo pareceu calmo.

Mas havia mais. Muito mais.

O vinho encostou nos meus lábios como um segredo antigo reencontrando sua voz. Suave, maduro, intenso.

Como ele.

Como Lorenzo.

Quando nossos olhos se encontraram depois do primeiro gole, não havia mais dúvida.

Só desejo. E entrega.

Ele se aproximou devagar, como se ainda tivesse medo de quebrar o momento. Mas eu não queria mais distância. Não queria cautela. Queria ele. Ali. Agora.

— Lorenzo… — sussurrei, e meu tom dizia o que as palavras não podiam.

Ele entendeu.

Sempre entendeu.

A mão dele veio até meu rosto, os dedos deslizando pela minha pele como se quisesse decorar cada traço de novo. E quando seus lábios tocaram os meus… não houve hesitação.

Foi um beijo sem começo nem fim. Um beijo que nos atravessou. Que nos apagou do tempo.

E eu me perdi ali. Nos lábios dele. No gosto dele. Na saudade que virou presença.

O beijo se aprofundou. Tomou forma. Cresceu. Meu corpo reagiu antes de mim, reconhecendo aquele toque, aquela conexão, como se nunca tivesse esquecido.

As mãos dele me puxaram com mais firmeza, e eu fui. Me encaixei nele como se aquele abraço fosse casa. E era. Sempre foi.

Minhas mãos se perderam em seus cabelos, nas linhas do rosto dele, no peito que subia e descia rápido, como o meu. Estávamos em chamas, mas era uma chama que não queimava — aquecia, iluminava, curava.

Ele me ergueu da cadeira com delicadeza, mas com uma urgência contida, e me guiou até o sofá de couro no fundo da adega. Sentamos, mas logo estávamos deitados, corações acelerados, respirações entrecortadas.

A blusa dele se abriu sob meus dedos. Cada centímetro de pele era como uma história que eu queria reler com a boca.

— Tem certeza? — ele sussurrou contra meu pescoço, os lábios roçando minha pele, me fazendo arrepiar inteira.

— Tenho — respondi, puxando-o mais pra perto. — Faz tempo que eu tenho.

Os toques ficaram mais ousados. As roupas, mais escassas. Mas nada era apressado.

Era como se cada toque, cada suspiro, fosse uma nova linha da história que a gente tinha interrompido e agora estava reescrevendo — com desejo, com ternura, com fome e com amor.

Os corpos se entrelaçaram, se redescobriram. E quando ele me tomou em seus braços, quando eu me entreguei por completo, foi mais do que físico.

Foi alma.

Foi entrega.

Foi perdão.

Ali, no calor da adega perfumada, cercados pelo vinho, pela memória, pela fé restaurada, nós nos pertencemos de novo. Sem amarras. Sem cobranças. Sem passado.

Apenas dois corpos e dois corações dizendo, do jeito mais primal e verdadeiro, que ainda havia vida. Que ainda havia amor.

E quando tudo se acalmou, e eu estava deitada contra o peito dele, ouvindo os batimentos que pareciam dançar com os meus, soube.

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