Frustrada com o que aconteceu, ela entrou no chuveiro e se banhou demoradamente. Com a bucha e bastante sabão, esfregou todo o seu corpo na intenção de apagar qualquer resquício que Dante houvesse deixado. Queria esquecer o que aconteceu e a forma como estava se sentindo.
Do outro lado, Dante se amaldiçoava pelo que tinha feito. Pela primeira vez se arrependia de ter chamado Ivy pelo apelido que ele havia dado a ela na infância.
Ivy odiava esse apelido, pois ele foi dado a ela por um motivo besta na aula de francês quando eram jovens, ela tinha quatorze anos e um garoto gordinho e desastrado que era apaixonado por Ivy sempre a chamava de chérie e a seguia por onde ela ia, Dante sempre cassouo desta situação e sempre que podia chamava Ivy de chérie para afrontá-la e envergonhá-la.
Neste momento ele se odiava por ter feito isso na hora errada.
"Maldita hora que abri minha boca, estava tão bom."
Ficou a espera de Ivy sentado na cama, iria tentar recuperar o clima, não queria deixar aquela noite passar em branco como foi as noites anteriores. Ivy já havia o acusado de não ter sentimentos por ela, ele não poderia deixar este pensamento dominar a mente de sua esposa.
Pelo menos não ainda, ninguém poderia saber que seus sentimentos não eram verdadeiros enquanto ele ainda não estivesse na presidência da LaBelle.
Quando Ivy saiu do banheiro, já recomposta e com seus sentimentos controlados viu que Dante estava esperando ainda na cama.
Sem levantar a cabeça, seguiu para a cama, deitou, se cobriu e virou de costas. Não daria chance para uma nova discussão, estava cansada de dar motivos para Dante.
- Ivy, me desculpe.
- Sem problemas Dante, vamos dormir, está tarde e logo você terá que trabalhar novamente.
- Não vira as costas para mim, me ouça, não quis te ofender, não era para acontecer aquilo.
- Tem razão, não era para acontecer. Você não quer isso e eu não vou te implorar, não nasci para mendigar sentimentos de ninguém.
- Não diga isso… eu queria, eu quero isso!
- Você quer dormir! E eu também quero. Boa noite Dante.
Percebendo que perdeu a batalha, Dante saiu da cama bufando. Colocou o roupão de volta e saiu do quarto.
As coisas estavam fora de seu controle. Ivy desconfiava dele, Ellie tinha pedido demissão, seu pai ainda não havia passado a presidência para ele.
No andar de baixo se serviu de uma dose de whisky, sentado no enorme e confortável sofá, ele rodava o líquido âmbar pensava em qual caminho trilhar, a sua cabeça estava bagunçada e dolorida. Seu corpo também.
Não ter conseguido finalizar o ato com Ivy o deixou frustrado. Ele disse a verdade quando falou que queria, naquela noite ele realmente desejava o corpo de Ivy, mas devido a sua língua sorrateira, dormiria na vontade.
Depois da noite frustrada, Ivy evitou a presença de seu esposo. Por noites, dormiu sem jantar para não encontrá-lo. Acordava muito depois que ele já tinha saído.
Dante sabia que ela o evitava, mas não fez nada para contrapor a atitude de Ivy.
Ellie que estava distante, percebeu que Dante também não a procurou, e com medo de perder seu território ao lado do jovem herdeiro, resolveu reaparecer na empresa fazendo uma surpresa.
- Bom dia Aurora, Dante está na sala dele?
- Está sim Ellie, quer que eu te anuncie?
- Desde quando preciso ser anunciada Aurora?
- Você não se demitiu?
- Não, apenas tirei uns dias de folga.
- Ah é, esqueci que você é a queridinha do chefe, pode tudo!


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