Após o corte do bolo, algumas pessoas se despediram, outras voltaram a dançar, Giovanni estava se despedindo de Dante quando o abraçou e disse em seu ouvido.
- Espero que essa noite tenha sido proveitosa e que lhe traga bons frutos.
Dante acreditava que ele estava falando de novas parcerias, com aqueles que lhe foram apresentados.
- Sim claro.
Sorriu educadamente e saiu do salão, pensava em Hope, queria se despedir, mas não a via em nenhum lugar.
Quando alcançou uma certa distância, ouviu vozes, era uma discussão acalorada e mesmo ele não querendo se intrometer nos assuntos alheios resolveu verificar.
Em um canto mais escuro e isolado do local, estavam os dois discutindo. A voz feminina era urgente, desesperada e claramente estava tentando se livrar. Já o homem tinha a voz altiva, tentando comandar, obviamente obrigando a garota a fazer o que não queria.
A cena encontrada logo lhe despertou uma fúria a muito tempo apagada em seu corpo.
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O homem era maior que Hope e a estava pressionando contra a parede, posicionado entre as pernas dela, pressionava a sua pelvis com o seu membro rígido contra a intimidade dela, ele tentava beija-la enquanto ela esquivava. Com raiva ele segurou as duas mãos dela acima da cabeça com uma mão enquanto a outra segurava o delicado rosto, forçando um beijo.
Hope se debatia contra a parede, já em desespero uma lágrima escorreu de seus olhos, enquanto tentava gritar por socorro, quando por um momento de sorte conseguiu se afastar um pouco, levantou seu joelho direito, acertando os genitais do homem.
Ela correu quando ele gritou, mas não conseguiu ir longe, ele logo agarrou em seus cabelos coloridos fazendo a garota dar um trancou para tras. E quando ela pensou que era o seu fim, ouviu uma voz grossa vindo do fundo do corredor:
- Solte ela agora, se você ainda tiver amor a sua vida.
O homem parou e riu, não acreditava na ameaça que ouvia.
- Dante! Me ajuda! - a voz dela era suplicante.
Eu mandei soltar!
O homem vendo Dante se aproximar, puxou Hope para si, passando o nariz na curva de seu pescoço.
- Não farei isso, estou de olho nela há muito tempo, agora ela será minha!
Me solta seu babaca! Eu não sou sua e nem de ninguém.
Ela se debatia tentando fazer ele soltar seus cabelos.
- Você não ouviu? Solte ela agora!
Dante se aproximava lentamente tentando conter a sua raiva, em todos os anos ao lado de Ivy, jamais imaginou tal situação.
- Ou o que? Vai me bater? Quem você pensa que é?
- Giovanni vai acabar com você seu idiota! Me solta!!
Ele não esperou por mais, e acertou em cheio o nariz do homem que segurava Hope.
Com o golpe ele cambaleou, soltando os cabelos da garota que correu para trás de Dante.
Mas Dante ainda não estava satisfeito, sua fúria estava alta e ele tinha que liberar ela de seu peito.
Sua visão escureceu e ele se movia rapidamente e com muita força. Socou uma, duas, três. Quando o homem caiu ele chutou forte e várias vezes. Mas ainda não era tudo, ele agarrou o homem pelos cabelos, da mesma forma que Hope estava presa antes e bateu com força a cabeça dele no chão.
- Você gosta de agarrar pelos cabelos? Gosta assim? Ou quer mais forte?
Dante se manteve quieto todo o caminho, ainda estava tentando voltar ao seu estado normal, mas suas dúvidas giravam como um tornado em sua cabeça.
- Eu deveria ter finalizado, ele não pode ficar impune, e se outros acharem que podem fazer o mesmo? E se alguém te machucar?
- Fica calmo, isso não vai acontecer. Ele mexeu com quem não devia, agora ele vai conhecer o outro lado do Gio.
- O que você faz é muito arriscado, deveria tomar cuidado.
- Dante esquece isso, em todos esses anos, foi a primeira vez que aconteceu. Ele estava bêbado e achou que poderia fazer o que queria.
- Era dele que você estava fugindo quando foi para o jardim?
- Sim foi.
- Para onde está me levando?
- Para meu apartamento, você precisa ser cuidado.
- Não, me leve para o hotel, eu ficarei bem.
- Não Dante, pelo menos me deixe cuidar d a sua mão.
- Isso não é nada Hope, eu quero ir para o hotel, preciso descansar.
Ela fez o que ele queria, deu a volta no caminho e levou ele ao hotel.
O caminho foi silencioso, mas ela sempre olhava para ele de canto de olho. Estar com ele dentro do seu carro, tão próximo, a fazia se sentir estranha, uma sensação que não conseguia descrever era bom como se borboletas estivessem em seu estômago.

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