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QUANDO TE PERDI romance Capítulo 75

Parando o carro na frente do hotel, ela queria descer com ele e entrar em sua suíte, mas ele a parou.

- Obrigado por me trazer, mas não precisa subir, eu sigo daqui.

- Dante eu quero te ajudar…

- Já fez bastante por hoje, volte para casa, se cuide.

- Mas os seus machucados estão sangrando, preciso cuidar deles.

Dante não deixou ela continuar, apenas segurou em seu rosto com as duas mãos e deu um beijo afetuoso em sua testa.

- Boa noite, bom descanso.

Ele saiu do carro sem olhar para trás, seus passos eram firmes e rápidos, subiu para o seu quarto e quando chegou, deixou a raiva explodir novamente.

As memórias o acertavam como socos no estômago.

Para parar a sua mente, pegou a garrafa de gin que Giovanni deixou em seu quarto, abriu e bebeu ela inteira, virando a garrafa na boca. Sentia o líquido descer queimando em sua garganta.

Ao fim da garrafa, ele se sentia tonto, entorpecido pela bebida. Retirou toda a sua roupa, tomou um banho rápido e se deitou na cama.

Esticou a mão e pegou a foto de Ivy, sentia a sua falta agora mais do que nunca. Ele queria abraçá-la e sentir o aroma de seus cachos, dormir junto, como antes.

Mas antes de tudo, ele precisava se aproximar, conhecer quem era Hope, para só então dizer a ela que era Ivy. Não sabia quando isso iria acontecer, mas agora estava mais próximo do que já esteve antes.

Do outro lado da cidade Hope chegou em seu apartamento triste, ela queria ter ficado com Dante, mas ele a impediu.

Abriu a porta e acendeu a luz, tomou um susto quando viu Giovanni sentado na sala esperando por ela.

- Ah que susto Gio, faz tempo que está aí?

- Não muito, te liguei e você não atendeu, liguei para o Dante, ele também não atendeu, resolvi vir para cá.

- Eu deixei ele no hotel, ele queria ficar sozinho.

- Ele é assim, gosta de se isolar quando perde a linha. Ele foi bem eficaz no ataque.

- Aquele homem, está morto?

- Sim, ele morreu depois das pancadas na cabeça.

- O Dante não pode saber disso Gio, ele vai ficar mal.

- Não direi, fica tranquila, se ele perguntar, fui eu que fiz. Até porque deixamos o corpo de um jeito vexatório. Ninguém vai se atrever a fazer isso novamente.

Ela abraçou Giovanni apertado, nos braços dele parecia ainda menor e mais frágil. Se sentia segura ali, e ele era a pessoa que ela mais confiava no mundo.

- Você está triste? A festa não terminou como você planejou né?

- Não é isso, é que eu achei que tinha conseguido me aproximar dele, mas acho que me enganei.

- Calma minha fadinha, o mundo não foi criado do dia para noite. De tempo ao tempo.

- É que me sinto estranha ao lado dele…

- Hope - ele segurou no queixo dela fazendo ela levantar os olhos para olha-lo. - você está acostumada com os homens atrás de você, sempre te rodeando, te cortejando. E então você escolhe o que lhe agrada mais e o arrasta para cama. Ele não é assim, ele não é deste mundo nosso, ele é um homem de família, viúvo, que sofre há seis anos pela esposa.

- É que o contrato de vocês dois tem prazo para terminar e se…

- Não tem se Hope! Espere, não tente apressa-lo. Você pode encontrar o que não quer sendo assim.

- O que você sabe que não quer me contar?

Pela primeira vez ela sonhou com Dante, vestida de noiva, seus cabelos estavam castanhos e ela sorria para ele, dançavam uma valsa. Mas ao contrário de agora, ele estava com cara de poucos amigos.

Ela acordou com o sol batendo em seu rosto, havia dormido com a janela aberta, levantou um pouco tonta, com uma sensação estranha, sentia vontade de ver Dante novamente.

Pegou o celular e mandou uma mensagem para ele.

- Bom dia, espero que tenha tido uma noite tranquila de sono. Quando quiser conversar comigo, podemos tomar um café.

Apos o envio ela deixou o celular na cama e foi se trocar e escovar os dentes.

Seu cabelo estava muito bagunçado após dormir enrolado.

- Que bagunça! Meu cachos lindos estão uma bagunça!

Ela falava para si em frente ao espelho, dando risada.

No hotel, Dante ainda estava deitado na cama, não tinha ido treinar, estava com dor de cabeça, dor no corpo e suas mãos latejavam.

Ouviu a notificação de seu celular, não queria ver, provavelmente era Giovanni ou Maura perguntando se estava bem.

Então lembrou que havia passado seu contato para Hope, e em um impulso levantou para pegar o celular que estava na sua mesa de trabalho.

Ao ver a mensagem dela, ele sorriu, não imaginava que ela entraria em contato tão cedo.

Ele também queria vê-la, conversar mais, saber até aonde ia a sua memória.

Imediatamente respondeu a mensagem.

- Bom dia, dormi bem e espero que você também. Onde nos encontramos?

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