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QUANDO TE PERDI romance Capítulo 87

Ao fim do jantar, Dante voltou para o hotel. Como beberam muito vinho e já era madrugada, Giovanni mandou um de seus homens levá-lo embora.

No hall do hotel, havia muitas pessoas, apesar de ser madrugada, assim como Dante chegava da rua, os outros também.

Ele não prestou atenção em quem estava ao seu redor, mas estranhou uma presença que parecia estar seguindo-o.

Subiu rapidamente para a sua suíte e trancou a porta quando entrou.

Estava se sentindo muito tonto com o álcool ingerido após tantos anos sem beber.

Tirou a roupa sem nenhuma destreza e andou nu até o banheiro deixando as peças caídas no chão.

Abriu o chuveiro deixando a temperatura quase fria, entrou no box e deixou por um longo tempo a água cair em abundância em sua cabeça, trazendo de volta a sobriedade.

Colocou apenas a calça de seu pijama, esfregou a toalha em seus cabelos e deitou na cama. Olhando para a foto de Ivy, como todas as noites, rapidamente dormiu.

Na manhã seguinte, não teve coragem de sair da cama em seu horário habitual, quando o despertador tocou, apenas desligou e adormeceu novamente. Sem treino, sem café da manhã, apenas sono e preguiça.

Levantou na hora do almoço, com a cabeça explodindo em dor e com o estômago revolto.

Em seu celular havia uma mensagem de Giovanni:

- Espero que acorde bem depois de tantas garrafas na noite passada. Não se esqueça meu amigo, você está tendo uma segunda chance. Não desista.

Dante não respondeu, pediu almoço em seu quarto, tomou um analgésico e continuou na cama pelo resto do dia.

Durante a semana ele continuou a mandar mensagens para Hope, seguindo as palavras de Giovanni. Mas a garota se mantinha firme, em total silêncio.

Do outro lado, Giovanni também tentava ajudar Dante, conversava com Hope, para a jovem responder o rapaz.

- Não quero, não vou responder.

- Você não me disse que queria ficar com ele, então porque agora se recusa a respondê-lo?

Porque as coisas não são como ou quando ele quer Gio.

- Hope, me escuta…

- Não, eu vou fazer o que eu quiser e se, ouça bem, se ele realmente me quer como eu quero ele, as coisas vão ser do meu jeito.

- Se você quer ele, não faz sentido tratá-lo assim.

- A esposa dele fazia tudo o que ele queria, quando ele queria e olha onde ela está, morta. Ele tem que aprender a dar valor ao que tem.

Giovanni ouviu ela falar e quase riu, agora que sabia toda a verdade era estranho ouvir a garota falar de si mesma em terceira pessoa.

- Então vai continuar sem responder?

- Sim, por enquanto.

- E o que ele poderia fazer para acalmar essa fúria que está dentro de ti?

Ele tentou retirar dela uma informação válida para Dante, mas a garota foi mais sagaz do que ele.

- Você acha que sou besta? Eu falo para você e você vai rapidinho contar para ele.

- Hope seja razoável.

- Ele vai ter que descobrir sozinho.

Sem sucesso, o italiano não conseguiu ajudar o amigo a se aproximar da garota.

- Claro que ela veio, estava no palco agora.

-Sim, digo que não veio hoje para a boate, só veio para dançar. Já foi embora.

- Como assim já foi? Com aquela roupa?

A garota ouviu e riu.

- Você realmente não conhece a Hope. Mas enfim, ela veio, dançou e foi embora no carro dela. Boa sorte.

Ela deu leves tapinhas no ombro dele e continuou andando no alto de seu salto em sentido ao palco, deixando Dante ali parado, e sozinho na porta do camarim vazio.

Frustrado, voltou ao meio do povo, alheio a todos à sua volta, não sentiu quando um dos homens de Giovanni se aproximou.

- O chefe pediu para encontrá-lo na sala dele.

Dante apenas acenou com a cabeça em afirmação, seguiu o rapaz a sua frente até uma sala no andar de cima, quando entrou encontrou com o amigo sentado atrás de uma mesa de madeira.

- Entre meu amigo, sente-se.

Giovanni se levantou, foi até o amigo que estava sentado em um sofá de couro, se sentou ao lado, colocou uma dose de whisky em um copo que estavam depositados na mesinha à frente deles.

- Aceita?

- Não, já bebi demais para meu gosto.

Ele bebeu de uma vez o líquido âmbar do copo, e sem rodeios disparou para o amigo.

- Ela fugiu de você como um sabonete escorregadio, não foi?

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