Entrar Via

QUANDO TE PERDI romance Capítulo 88

Dante sem ânimo nenhum apenas balançou a cabeça afirmando.

Os dois ficaram em silêncio por um tempo, lado a lado, sozinhos na sala que dava visão para todo o salão da boate.

- Que silêncio aqui, nem parece que lá embaixo tem tanta gente dançando. - disse ele olhando a grande janela a sua frente

- Sim, o isolamento é bom, queria um local privativo, mas que me desse a visão de tudo.

- E você já sabia que eu estava aqui?

- Quando chegou me avisaram.

- Provavelmente ela também sabia que eu estava aqui.

- Talvez, mas esse não é o problema.

- E qual é?

- Do mesmo jeito que você a tratava, ela vai te tratar agora. Não consegui muito para te ajudar, mas isso ela disse.

Dante apoiou a cabeça na mão, tampando os olhos, sem acreditar no que ouvia.

E então começou a rir da situação em que estava.

- Isso que ela não lembra de mim, imagina se lembrasse.

- Ela é geniosa, e isso não fui eu que ensinei.

- Ela sempre foi, mas ficava camuflado no fato de ela ser mimada. Agora ela só tem o instinto, puro e simples.

- E o que voce vai fazer agora?

- Vou continuar a tentar, uma hora ela vai me responder.

Dante se despediu de Giovanni e saiu, a boate ainda estava cheia e não tinha hora para fechar.

Devagar ele andava pelas ruas da cidade, sentindo o vento gelado bater em sua pele, perdido em seus pensamentos e lembranças.

Hope se mostrava mais atrevida e audaciosa do que ele imaginava, e isso estava o instigando ainda mais.

Sua caminhada lenta demorou quase uma hora e quando ele estava chegando na frente do hotel, viu o carro de Hope parado e ela estava dentro com outro rapaz, ela o beijou e ligou o carro, acelerando na partida e sumindo na noite.

Dante ficou paralizado com a imagem que viu, em seu peito sentiu uma angustia e um pesar. Hope estava agindo exatamente como ele agia quando estava com Ellie.

- Era assim que você se sentia quando via as fotos e o vídeo? Creio que até pior… está certa, como você mesmo falou, eu tenho que viver com as consequências de minhas escolhas.

Ele falava baixo, com a cabeça baixa, falava para si mesmo, quase inaudível, sem perceber as pessoas ao seu redor.

Quando subiu, viu que as camareiras estavam organizando a suíte de Hope, por curiosidade ele perguntou para uma das meninas que passava com lençóis nas mãos.

- Hope esteve aqui hoje?

- Sim senhor, ela veio com um rapaz, fizeram o que tinha que fazer e saíram. - a camareira dizia sem parar os afazeres com voz irônica.

- Ahh sim, com um rapaz?

- Sim, um loiro bonitinho - ela parou, olhou para ele, percebendo que falou demais, sorriu sem graça - o senhor precisa de alguma coisa na sua suíte?

- Não, está tudo certo. Obrigado.

Dante virou em seus calcanhares e andou até seu quarto no oposto do quarto de Hope.

Entrou já tirando a jaqueta que vestia, colocou o celular no criado mudo e sentou na cama.

O celular apitou com uma notificação de mensagem, ele pegou e se admirou de ser de Hope.

Uma pequena provocação da garota.

- É gostoso quando queremos algo e ele foge de nosso alcance né?

Junto a mensagem tinha uma carinha sorridente.

Dante pensou em responder, escreveu sério, apagou, escreveu outra provocação, apagou novamente. Por fim, desistiu de responder à garota.

Se soubesse onde ela morava, iria até seu apartamento, mas como uma raposa sorrateira, Hope nunca dizia ou mostrava onde era seu lar.

- Está bem, eu avisarei.

Dante desligou o celular e olhou pela janela. O dia estava bonito e ensolarado.

Da sacada dava para ver quase toda a cidade e as pessoas que iam e vinham.

O celular que ainda estava em sua mão piscava uma notificação.

Mais uma mensagem de Hope, agora apenas uma carinha com a mão no queixo pensando, seguido de duas interrogações.

Ela havia provocado ele e não teve respostas, então ele estaria pensando em suas ações?

Desta vez, ele respondeu.

- Nem sempre o que o corpo deseja é o que o coração quer. Aprendi da pior forma.

Ela não o respondeu e com o silêncio ele deixou o celular de lado.

Decidiu dar um passeio pela cidade, como sempre a pé. Preferia andar e olhar tudo ao seu redor.

Voltou ao anoitecer, pediu seu jantar no quarto e quando estava jantando, ouviu vozes no corredor.

Preferiu ignorar, mas depois que vieram recolher a bandeja de seu quarto, a curiosidade lhe exprimia os ossos.

Ele caminhou até o outro lado e colou o ouvido na porta.

Hope estava ali novamente, com outro homem, fazendo o que ele havia se recusado a fazer com ela.

Seu coração disparou ao ouvir os gemidos que vinham de dentro, seu sangue corria em suas veias e sua temperatura subiu subitamente.

A angústia e o nervoso de saber que outro homem a tocava do outro lado da porta o assombrava e dominava.

E por um impulso, ele bateu a porta.

Não um simples toque. Dante esmurrava a porta com urgência e violência.

Os gemidos pararam e minutos depois, o rapaz loiro abriu a porta apenas enrolado no lençol.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: QUANDO TE PERDI