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Querido CEO, seu bebê quer te conhecer! romance Capítulo 157

Após a chegada de Richard, o passeio não dura muito e Alice retorna para casa com ele e Lily, enquanto Cole se oferece para levar Vivian para a sua casa. Apesar de se sentir um pouco constrangida pelo convite de Cole, Vivian aceita.

Enquanto caminhavam em direção ao apartamento, Richard brincava com a filha em seus braços.

— Você não tem medo de que alguém nos veja juntos? — pergunta Alice, preocupada com a possibilidade de serem observados.

— Não me importo, a família da Madeline já sabe que tenho uma filha — responde Richard, sem olhar nos olhos dela.

Richard parecia distante desde que chegara, e, embora Alice quisesse confrontá-lo, decidiu esperar até estarem seguros no apartamento, longe dos olhares curiosos.

Assim que entraram no apartamento, Richard levou Lily para o quarto, pois a bebê começava a ficar sonolenta. Aproveitando a oportunidade, Alice vai até a cozinha para preparar algo para comer. Após colocar as panelas no fogão, ela se dirige à sala de estar, aguardando por Richard.

Sentada no sofá, com as pernas cruzadas e o olhar perdido na janela, Alice observava a tarde ensolarada, que não conseguia dissipar a nuvem escura pairando sobre seu coração. Ela precisa entender sobre como as coisas serão dali para frente.

Após alguns minutos, Richard retorna à sala, desta vez sem Lily.

— Ela já dormiu? — inicia Alice, tentando soar casual.

— Sim, pegou no sono rapidamente — responde Richard, dobrando as mangas da camisa antes de se sentar ao lado dela, mantendo uma certa distância.

O cansaço estampado no rosto de Richard, as sombras sob seus olhos, revelam noites mal dormidas. Seu semblante carrega a marca de quem enfrentava um dilema interno. Ele olha para Alice com um misto de carinho e culpa, sentindo o peso do que estava por vir.

— Não achei que o veria ainda hoje — Alice confessa, tentando quebrar a barreira da distância que havia entre eles.

— Foi por isso que saiu para passear com o Cole? — pergunta, sua frustração é evidente na voz.

— Eu não saí para passear com ele, saí com a Vivian — rebate Alice. — Estávamos prestes a sair quando ele apareceu, e a Vivian o convidou para nos acompanhar.

— E o que ele estava fazendo aqui em pleno domingo?

— Disse estar passando por perto e veio perguntar se eu precisava de algo.

— Ah, o Cole, sempre tão prestativo — ironiza, aparentemente nervoso.

— Eu não queria que ele fosse, mas a Vivian se adiantou em convidá-lo, e eu fiquei sem jeito de recusar.

— Não parecia, porque lá no parque você parecia estar aproveitando bem a presença dele.

— Você está com ciúmes do seu amigo? — Alice pergunta, percebendo o tom irônico em cada palavra dita.

— Não, claro que não. Só pensei que você estaria em casa me esperando ao invés de estar por aí sorrindo com o meu amigo numa bela tarde de domingo — responde, deixando de lado o resto de paciência que tinha.

— Quer que eu fique em casa te esperando enquanto você marca seu casamento com outra mulher? — Alice retruca, elevando a voz repleta de mágoa.

— Vai mesmo usar isso contra mim, Alice? — Richard levanta-se, agitado. — Você acha que gosto do que está acontecendo?

— Sei que não, assim como eu também não gosto — Alice se levanta e aproxima-se dele. — Richard, eu só saí por conta da Lily. Ela não pode ficar trancada neste apartamento o tempo todo, ela é uma criança que precisa de um pouco de distração longe dessas paredes cinzentas.

— Sei — suspira exausto. — Só não gosto do modo como você e o Cole estão se dando bem, isso me deixa muito irritado.

— Não precisa ter ciúmes. Eu só falo com ele por educação. Foi você quem nos apresentou, se não fosse isso jamais dirigia a palavra a ele.

— Tudo bem — responde ele, tocando o cabelo dela, colocando uma mecha atrás da orelha. — Estou nervoso e acabei descontando meu estresse em você — confessa, deixando um beijo suave em sua testa.

— Percebi que você não está nada bem — declara, abraçando-o. — Então é verdade? — começa, sua voz treme levemente. — Você vai se casar com Madeline?

— Depois de hoje, claro que irei contar, imagina se aquele desgraçado pensa que você está solteira e tenta cantar você? — comenta incomodado. — Antes, não fiz por conta da Madeline, mas depois do que ela fez, não me importo com mais nada, vou dar à família dela o que eles querem e a Madeline se arrependerá de não dizer a verdade quando teve oportunidade.

— Quando se casar com ela, irão morar aqui neste prédio?

— Nem pensei nisso ainda, sabia? Meu casamento com ela é tão insignificante que nem considerei nada.

— Vai dormir com ela? — insiste na pergunta, sentindo o ciúme queimar em sua voz.

— Nem em sonhos — responde rapidamente, pegando-a no colo e sentando-se novamente no sofá, agora com ela em seus braços. — A única mulher com quem vou me deitar é você.

Alice solta um suspiro trêmulo. Uma parte de seu coração sente alívio, mas a outra está envolta em um desespero.

— Vamos superar isso, Alice. Prometo. Só preciso que confie em mim um pouco mais.

— Acredito em você — dispara Alice. — Mas não deixe que isso demore muito tempo.

Richard admira a sua determinação clara e a envolve num beijo terno.

— Você é dona do meu coração e do meu corpo. Faça o que quiser com ele enquanto estou aqui — diz ele, deitando-a no sofá.

— Sei que é meu, porque meu corpo e meu coração também pertencem a você. Hoje, sou eu que quero que faça o que quiser comigo — confessa Alice, sentindo o rosto corar de timidez.

— Ah, meu amor, você não sabe a encrenca em que se mete ao me dar essa permissão — murmura Richard, com uma voz cheia de desejo, beijando-a novamente.

Alice fecha os olhos e deixa que o seu carinho e toque preencha todas as lacunas vulneráveis. Richard precisa resolver isso quanto antes, ainda mais quando tem uma coisa muito importante para revelá-lo e não pode esconder por muito tempo.

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