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Querido CEO, seu bebê quer te conhecer! romance Capítulo 161

Após o passeio em Davenport, Adrian convida Madeline para jantar em um pequeno restaurante de comida mexicana ali por perto. O local é simples, as cadeiras ficam do lado de fora, proporcionando uma vista deslumbrante do pôr do sol. Enquanto espera pelo pedido, Madeline sente a brisa suave do entardecer tocar sua pele. Fazia muito tempo desde que experimentava uma paz assim.

Desde que começou a se envolver com Richard, não teve mais um dia de tranquilidade, sempre vivendo com o medo constante de ser descoberta e abandonada.

— Em que está pensando? — Adrian pergunta, notando o silêncio prolongado dela.

— Em como me diverti hoje — confessa, com um sorriso que ilumina seus olhos. Um sorriso que faz Adrian se apaixonar ainda mais.

A confissão dela o pega de surpresa, e um sorriso sincero brota em seus lábios ao sentir que ela está se divertindo.

— Fico feliz por poder testemunhar a sua felicidade. Espero que você se sinta assim daqui em diante.

O sorriso de Madeline desaparece e seus olhos se tornam sombrios como a noite que se aproxima. Pensar no futuro a deixa inquieta. Havia cavado uma cova para Richard, mas parecia que ela própria seria enterrada viva nela. Estava decidida a se casar com o homem por quem sempre foi apaixonada, disposta a pagar o preço por isso. No entanto, diante de Adrian, sente que sua segurança está se desfazendo e não tem mais certeza se é aquilo que quer para a sua vida.

— Não sei se voltarei a ter dias de paz como este — admite, com um peso em sua voz.

— Você pode ter quando quiser — declara Adrian, com convicção.

— Não acho que Richard me levará para passear tão cedo — revela. — Ele está muito bravo comigo, e sinto que vai continuar assim por muito tempo.

— Isso realmente vale a pena? — questiona, atraindo a atenção dela.

— Não seja atrevido, Adrian, não quero falar disso com você — responde, desviando o olhar.

O garçom chega servindo à mesa com uma bandeja de burritos e traz duas bebidas, uma sem álcool para Adrian e uma sangrita para Madeline.

— Obrigado — Adrian agradece, esperando o garçom se afastar. — Já disse que não é essa a impressão que quero passar para você. Meu único desejo é a sua felicidade. Pode não parecer, Mad, mas a sua felicidade é muito importante para mim.

— Mad? — Madeline ri. — Ninguém me chama assim, o adverte.

— Então serei o primeiro — comenta, com um olhar determinado. — Até que você me deixe fazer parte da sua vida e comece a te chamar de amor.

Madeline ri, mas seu riso vai se dissipando gradualmente quando percebe que Adrian permanece sério.

— Você fala como se eu fosse deixar o Richard para ficar com você. Pelo amor de Deus, se enxerga, garoto.

— Vivo dizendo a mim mesmo que não posso competir com um homem feito o Richard, mas meu coração insiste em tentar ganhar seu amor. Queria tanto ser alguém especial para você. Juro que te trataria como merece.

— Acho que te dei muita liberdade, e você está abusando dela — responde Madeline, franzindo o cenho.

— Sim, eu sei que estou tendo muita liberdade com você e quero aproveitar todas as oportunidades para dizer que te amo.

— Já disse que não deve me amar, Adrian. Eu não sou mulher para você.

— Sempre soube que você é um padrão inalcançável, mas ainda assim acreditei que teria a chance de me expressar para você. Antes, eu te via apenas de longe, e olha só onde estamos hoje. Como posso desistir se já consegui chegar até aqui?

— Você é realmente muito abusado — comenta, bebendo um gole de sua sangrita.

— Adeus — responde Madeline, abrindo a porta rapidamente. Ela está um pouco nervosa e tem medo de olhar diretamente nos olhos dele e dizer algo que se arrependeria no outro dia.

— Espera — pede Adrian. — Comprei isso para você. — Ele tira uma pequena embalagem do bolso. — Para não se esquecer de hoje — comenta.

Ela pega a embalagem da mão de Adrian e sai do carro. Sem olhar para trás, entra em casa e fecha a porta atrás de si.

Ao entrar na sala principal da mansão, recebe uma ligação da mãe.

— Oi, querida, como estão as coisas por aí? — pergunta Nina do outro lado da linha.

— Está tudo bem, mãe — responde Madeline, sentindo seu coração pulsar aceleradamente.

— Não vamos voltar para casa hoje. Seu pai tem um compromisso e pediu que eu o acompanhasse. Nos vemos amanhã à tarde.

— Tudo bem — responde.

— Você ficará bem sozinha? — pergunta preocupada.

— Sim, não se preocupe.

Madeline desliga o telefone e termina de adentrar o ambiente. Acende a luz e percebe que todos os funcionários da casa já foram embora. Tudo está em silêncio. De repente, uma tristeza imensa envolve seu coração, revelando que seus dias podem ser assim dali em diante. Sentando-se no sofá, deixa que as lágrimas escorram pelo rosto. Olha para a pequena embalagem em sua mão e decide abrir, descobrindo um pequeno ímã de geladeira com o desenho da praia e a frase: “O pôr do sol em Davenport é mais lindo com você.”

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