DAMIAN WINTER
Caminhar de volta pelo corredor de pétalas com a mão de Stella na minha foi como emergir de um mergulho profundo e respirar pela primeira vez. Cada passo era mais leve que o anterior.
A recepção foi montada em uma grande tenda de lona branca no outro extremo do jardim, as laterais abertas para a brisa do fim de tarde. Luzes de fada estavam entrelaçadas nas vigas, criando um teto de estrelas artificiais. O som do quarteto de cordas deu lugar a uma banda de jazz suave, e o murmúrio feliz das conversas e risadas encheu o ar.
Eu não soltei a mão dela nem por um segundo. Guiando-a através da multidão de rostos sorridentes, senti uma onda de possessividade protetora. Esta era minha esposa. A Sra. Winter. A palavra soava tão correta.
Um garçom se aproximou com uma bandeja de taças de champanhe borbulhante e peguei duas.
— Para nós. — eu disse, oferecendo uma taça para Stella. — Um brinde à Sra. Winter.
Ela sorriu, mas balançou a cabeça suavemente, não pegando a taça.
— Acho que vou ficar no suco por enquanto. — disse ela em voz baixa. — Quero me lembrar de cada segundo desta noite com total clareza.
Sua resposta me fez sorrir. Era tão típico dela.
— Como minha esposa desejar. — brinquei, devolvendo a taça dela à bandeja e pegando um copo de suco para ela. — Sua vontade é uma ordem.
Bebemos, eu meu champanhe, ela seu suco, nossos olhos se encontrando por cima das bordas dos copos em uma conversa silenciosa.
Meus pais foram os primeiros a nos alcançar. Minha mãe nos envolveu em um abraço que conseguiu nos espremer a ambos, as lágrimas rolando livremente por seu rosto.
— Eu nunca estive tão feliz. — ela soluçou. — Vocês dois... são simplesmente perfeitos.
Meu pai esperou pacientemente, e quando minha mãe nos soltou, ele me deu um abraço forte, um abraço de homem, cheio de um orgulho. Então, ele se virou para Stella e a abraçou com uma ternura que ainda me surpreendia.
— Bem-vinda à família, filha. — disse ele, com a voz embargada. — Oficialmente.
— Obrigada, William. Por tudo. — ela respondeu.
Nossos filhos, liberados de seus deveres cerimoniais, correram até nós. Danian se agarrou à perna de Stella, olhando para cima com admiração.
— Mamãe, você parece uma princesa.
— E você, meu amor, é o meu príncipe. — ela disse, agachando-se para beijar sua testa.
Puxei Apollo e Orion para perto.
— Se comportaram bem?
— O Danian quase tropeçou. — Apollo relatou.
— Mas eu não tropecei! — Danian protestou.
Ri, bagunçando o cabelo dos três. Ver Danian com os irmãos, ali, feliz e seguro, com Stella como sua mãe em todos os sentidos que importavam, era a materialização de um sonho.
A festa fluiu em um ritmo perfeito. Houve os discursos. Meu pai foi breve, mas suas palavras foram cheais de emoção, falando sobre redenção e o poder do amor para curar as feridas mais profundas. Alexander foi o próximo, e ele conseguiu fazer toda a tenda rir e chorar ao mesmo tempo, contando histórias embaraçosas de Stella antes de se virar para mim.
— Winter, eu não vou mentir. Houve um tempo em que eu sonhava em te socar a cara. — ele disse, e a multidão riu. — Mas ver o jeito que você olha para Stella, o jeito que ela floresceu ao seu lado... me fez perceber que ela encontrou seu lugar. Cuide dela. Ela é a melhor pessoa que eu conheço. — Ele pareceu olhar para alguém na multidão e pigarreou. — Bem, segunda melhor.
Leah, como esperado, foi um furacão. Ela contou histórias que fizeram Stella corar e fez muitas promessas de lealdade a Stella, ignorando que tinha acabado de revelar muitos segredos.
Então, veio a nossa primeira dança.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!