STELLA WINTER
Minha súplica desesperada foi respondida, não em palavras, mas em uma ação definitiva que roubou todo o ar dos meus pulmões.
Com um único e poderoso impulso, ele se enterrou dentro de mim.
Um grito agudo escapou de meus lábios, uma mistura de dor e de um prazer tão grande que era quase insuportável. A sensação de ser preenchida por ele, tão completamente, tão profundamente, depois da tortura deliciosa de sua provocação, foi um prazer imensurável. Ele ficou parado por um momento, permitindo que meu corpo se ajustasse à sua plenitude, meus músculos internos se contraindo ao redor dele em um abraço apertado e involuntário.
Então, ele começou a se mover. Suas estocadas eram brutais, primitivas e exatamente o que eu precisava. Eram a resposta para a minha súplica. Cada impulso era uma reivindicação, que me fazia arquear as costas e cravar as unhas nos lençóis de seda.
O som de nossos corpos se chocando, úmidos e quentes, ecoava pelo quarto silencioso, uma batida rítmica e selvagem que era a trilha sonora da nossa paixão. Eu estava perdida, um mero receptáculo para o seu prazer e o meu, minha mente em branco, focada apenas na sensação dele dentro de mim.
Depois de algumas estocadas que me levaram à beira de um novo precipício, suas mãos firmes em minha cintura me pararam. Ele se ergueu ligeiramente e me puxou para cima, para uma posição sentada.
Minhas costas estavam pressionadas contra seu peito, o atrito de nossa pele suada enviando novas ondas de arrepios por todo o meu corpo.
Sua boca encontrou meu ombro e seus lábios traçaram um caminho ardente até meu pescoço.
— É aqui que você pertence, esposa. — ele sussurrou, a voz vibrando através de mim enquanto ele mordia o lóbulo da minha orelha.
A mudança de posição me deu um novo tipo de poder. Com as mãos dele ainda firmes em meu quadril, comecei a me mover, assumindo o controle do ritmo. Subi lentamente, sentindo cada centímetro de seu comprimento deslizar para fora de mim, antes de descer com força, tomando-o de volta com um gemido satisfeito. Seus gemidos se misturaram aos meus, sua respiração quente em meu pescoço.
Ele me devorava enquanto eu o cavalgava. Seus lábios e sua língua exploravam minha clavícula, meus ombros, minhas costas, enquanto suas mãos se moviam para a frente, encontrando meus seios, apertando-os, seus polegares roçando meus mamilos até que eles estivessem duros e doloridos de prazer.
O orgasmo começou a se formar novamente, uma bola de energia quente e pulsante na base da minha espinha. Acelerei o ritmo, subindo e descendo sobre ele com urgência, perseguindo o clímax que meu corpo ansiava.
— Damian... eu vou... ah...
Eu estava lá. No limite. Um último movimento me levaria ao abismo.
E então, ele se foi.
Com um movimento rápido e fluido, ele saiu de dentro de mim. O vazio súbito e frio foi tão chocante que soltei um suspiro frustrado. Ele me virou, deitando-me de costas na cama com uma facilidade que desmentia sua gentileza. Meu corpo tremia, suspenso em um estado de quase-prazer torturante.
— Onde... o que você está...?
Ele me silenciou com um beijo, a língua mergulhando em minha boca, enquanto se posicionava entre minhas pernas abertas. Seus olhos, escuros e cheios de intensidade amorosa, encontraram os meus.
— Shhh... — ele sussurrou contra meus lábios. — Ainda não terminamos. Nem de perto. A noite é longa, Sra. Winter. E eu pretendo saborear cada segundo dela.
Ele segurou minhas pernas, levantando-as e envolvendo-as em sua cintura, inclinando meu quadril para cima. E então, ele entrou em mim novamente.
Desta vez, não houve pressa. Não houve brutalidade. Foi a tortura mais lenta que eu já havia experimentado. Ele deslizou para dentro de mim milímetro por milímetro, o atrito de sua glande contra minhas paredes sensíveis enviando faíscas de prazer por todo o meu corpo. Cada vez que eu pensava que ele ia me preencher completamente, ele recuava, quase saindo, antes de começar a lenta jornada de volta.
— Damian... — gemi, meu corpo se contorcendo sob ele, desesperada por mais.
— Sinta isso, Stella. — ele murmurou, beijando meu rosto. — Sinta o quanto eu te amo.
Nossos lábios se encontraram novamente, e o ritmo de nossos beijos espelhava o movimento de seus quadris. Eram beijos lentos, preguiçosos e profundos. Sua língua se entrelaçava com a minha, enquanto seu corpo entrava e saía do meu em um ritmo constante e enlouquecedor.
Ele estava retardando intencionalmente nosso prazer, esticando o momento até o ponto de ruptura, construindo uma tensão tão insuportável que eu sentia que poderia explodir.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!