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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 179

DAMIAN WINTER

A casa estava quieta.

Stella havia saído com Leah e Lizzy para uma tarde de compras, um ritual que elas haviam instituído a cada 15 dias e que geralmente terminava com meu cartão de crédito pedindo clemência. Eu não me importava. Vê-la feliz, despreocupada, cercada de amigas, era um luxo pelo qual eu pagaria qualquer preço.

Da porta do meu escritório, eu podia ouvir as vozes dos meus filhos na sala de estar. Larissa brincava com eles, e o som de suas risadas era a trilha sonora da minha nova vida. Um sorriso involuntário surgiu em meus lábios.

Levantei-me, decidido a me juntar a eles, quando a conversa flutuou pelo corredor, as palavras claras e inocentes.

— ...e aí a moça colocou o cotonete na minha boca. — era a voz de Apollo. — Fez cócegas.

— Em mim também! — Orion concordou. — Ela disse que era pra ver se a gente era saudável.

Parei no meio do caminho. Eles estavam falando do teste de DNA que eu havia solicitado para provar que eram meus filhos?

Então, a vozinha de Danian soou:

— O vovô também já fez em mim.

O ar em meus pulmões congelou. O sangue em minhas veias pareceu se transformar em gelo. Por um segundo, pensei ter ouvido errado.

— O que você disse, Danian? — perguntei, enquanto eu entrava na sala.

Os três meninos e Larissa olharam para mim, surpresos. Danian sorriu, feliz por ter minha atenção.

— O vovô. Ele fez o negócio do cotonete na minha boca também. Já faz tempo.

Aquele filho da puta. Aquele velho arrogante e desconfiado. Depois de tudo. Depois de seus pedidos de perdão, de sua suposta mudança. Ele havia feito um teste de DNA no meu filho pelas minhas costas?

Uma fúria familiar, que eu pensei ter enterrado para sempre, começou a subir pela minha garganta.

— Larissa. — falei, em um tom que tentei controlar, mas mesmo assim a fez estremecer. — Eu preciso sair.

Ela assentiu, com os olhos arregalados.

Não disse mais nada. Virei as costas, peguei as chaves do carro na mesinha do hall de entrada e saí.

O trajeto até a casa dos meus pais foi um piscar de velocidade e raiva. A traição era vil. Não era sobre a paternidade de Danian, para mim, aquilo nunca esteve em questão. Ele era meu filho no momento em que o segurei nos braços. Era o fato de meu próprio pai ter profanado minha família com suas dúvidas mesquinhas.

Parei o carro cantando pneus na entrada da casa onde cresci. Entrei sem bater. Minha mãe estava na sala, lendo um livro, e se levantou com um pulo assustado.

— Damian! O que aconteceu? Você está pálido.

— Onde aquele velho está? — perguntei, em um rosnado.

— Seu pai? No escritório, mas...

— Fique aqui, mãe. — interrompi. — Esta é uma conversa entre ele e eu.

Passei por ela, pisando duro. A porta do escritório estava entreaberta. Empurrei-a com força, fazendo-a bater contra a parede.

Meu pai levantou a cabeça de seus papéis, surpreso a princípio, mas então, vendo a fúria em meu rosto, sua expressão se tornou cautelosa.

— Com que direito?! — disparei, parando em frente à sua mesa. — Com que direito você fez um teste de DNA no meu filho?!

Ele suspirou e tirou os óculos, esfregando a ponte do nariz.

— Como você soube?

— Isso não é o que importa! — bati com a mão na mesa, fazendo os papéis saltarem. — Responda a minha pergunta!

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