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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ALEXANDER HAMPTON

Apesar de minhas negativas, nesse momento eu encarava um espeto de madeira contendo três escorpiões negros, brilhantes e, aparentemente, crocantes.

Eles pareciam me encarar de volta, com seus ferrões curvados em um desafio póstumo.

— Não. — repeti, pela terceira vez, balançando a cabeça. — Lizzy, isso é um aracnídeo. Isso tem veneno. Isso tem casca. Isso não é comida, é um erro da natureza que alguém decidiu fritar.

Lizzy estava ao meu lado, segurando o próprio espeto com uma naturalidade perturbadora e ela riu.

— O veneno é neutralizado pelo calor, Alex. É pura proteína. Crocante e salgadinho. — Ela balançou o espeto na frente do meu rosto. — Vamos lá. Você disse que poderia viver perigosamente comigo.

— Perigosamente significa que posso pular de bungee jump, não comer o elenco de um filme de terror. — Recuei um passo. — Você primeiro.

— Ah, não. — Ela negou com a cabeça, um sorriso astuto curvando os lábios. — Regra de parceiros: pulamos juntos. Nesse caso, comemos juntos. No três.

Continuei imóvel, com minha expressão de ceticismo e leve náusea. A barraca de rua cheirava a óleo, mas meu cérebro se recusava a categorizar aquilo como "comida".

Lizzy percebeu que minha resistência era alta. Ela baixou o espeto lentamente, deu um passo em minha direção, invadindo minhas narinas com o cheiro dela.

Ela ficou na ponta dos pés. A mão livre dela subiu pelo meu braço, acariciando o bíceps, e seus lábios roçaram o lóbulo da minha orelha.

— Se você experimentar... — ela sussurrou, a voz rouca, baixando o tom, enviando uma corrente elétrica direto para a minha virilha. — ...quando chegarmos ao hotel, eu prometo que vou te dar uma massagem.

— Meus pés já estão ótimos, obrigado. — tentei resistir, embora minha voz tivesse falhado.

— Não nos pés, Alexander. — Ela mordiscou levemente minha orelha. — No corpo inteiro. Sem restrições. Com aquele óleo de coco que compramos no aeroporto. E eu vou garantir que cada músculo tenso... absolutamente cada um... fique relaxado.

Engoli em seco. A imagem mental de Lizzy, óleo de coco e "sem restrições" foi suficiente para desligar a parte racional do meu cérebro que dizia "perigo biológico".

Suspirei, derrotado pela luxúria. Juro que eu não era assim. Essa mulher que me tornou um pervertido.

— Você j**a muito sujo, Winter.

— É pegar ou largar. — Ela se afastou, piscando inocentemente.

Olhei para o espeto. Olhei para ela. Olhei para o espeto de novo.

Casal 2: 103 - O dia em que comi escorpião 1

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