ALEXANDER HAMPTON
A sensação da boca quente e úmida de Lizzy subindo pelo meu pau foi o fim da minha linha de raciocínio. O autocontrole que eu vinha mantendo e o desejo de ser gentil, de fazer amor devagar na cama macia do hotel cinco estrelas, se desintegrou como cinzas ao vento.
Ela estava ajoelhada aos meus pés, molhada, nua, me olhando com aqueles olhos desafiadores e cheios de luxúria, sabendo exatamente o que estava fazendo comigo.
— Chega. — rosnei.
Minhas mãos mergulharam no cabelo molhado dela, segurando com firmeza, mas não para mantê-la ali. Puxei-a para cima.
Lizzy soltou um gritinho de surpresa quando a ergui, a água escorrendo pelo corpo dela, lavando a espuma.
Não dei tempo para ela se recuperar.
Levei-nos para baixo do jato forte do chuveiro, a água quente batendo em nossos corpos, tirando o resto do sabão. Beijei-a com uma ferocidade que beirava o desespero, minha boca devorando a dela, minha língua invadindo e reivindicando.
Ela correspondeu na mesma sintonia, as unhas cravando nos meus ombros, o corpo dela se moldando ao meu.
Passei os braços por baixo das coxas dela e a levantei do chão sem esforço. A adrenalina e o desejo mascaravam qualquer dor no meu ombro. Naquele momento, eu podia levantar um carro se fosse necessário para tê-la.
— Alex! — Ela ofegou quando a prendi contra a parede.
Lizzy cruzou as pernas na minha cintura instintivamente, os braços ao redor do meu pescoço, buscando apoio.
— Você ainda quer brincar, Elizabeth? — perguntei contra a boca dela.
— Eu quero você... — Ela gemeu, rebolando contra a minha ereção.
Não esperei. Não preparei. Eu precisava estar dentro dela agora.
Segurei os quadris dela com firmeza, posicionei-me na entrada dela e empurrei.
Entrei de uma vez, enterrando-me nela até a raiz.
— Ah! — O grito dela ecoou no banheiro, misturando-se ao som da água caindo. A cabeça dela bateu levemente contra a parede e os olhos reviraram.
A sensação de tê-la assim, suspensa, dependente da minha força, completamente preenchida por mim, era avassaladora. Ela era apertada, quente e perfeita.
— Nossa noite de núpcias... — ela ofegou, a testa colada na minha, os olhos tentando focar. — ...vai ser aqui?
Sorri, mordendo o lábio inferior dela e puxando.
— Podemos dividir em partes. — sussurrei. — Parte um: eu te fodo contra essa parede. Parte dois... veremos se você consegue andar até a cama, se puder faremos amor nela.
Lizzy soltou um gemido que foi pura aprovação e cravou as unhas nas minhas costas.
Comecei a me mover.
Não era gentil. Não podia ser. A necessidade era grande demais. Eu estocava para cima, fundo, usando a gravidade e a força das minhas pernas para impulsionar cada movimento. O som da nossa pele molhada se chocando era alto, obsceno e erótico.
— Alex... Alex... — Ela gemia meu nome como um mantra, a cabeça jogada para trás, o pescoço exposto para a minha boca.
Ataquei o pescoço dela, chupando a pele sensível, deixando marcas que ela teria que esconder com cachecóis amanhã. Minhas mãos apertavam as nádegas dela, amassando a carne macia, mantendo-a no lugar enquanto eu a possuía.
A água quente caía sobre nós, o vapor nos envolvia, mas o calor que emanava de nós era ainda maior.
— Olha para mim. — ordenei, parando por um segundo, pulsando dentro dela.
Lizzy abriu os olhos. Estavam vidrados e escuros de prazer.
— Você é minha. Em Paris, no Vietnã, no inferno. Minha.
— Sua... — Ela concordou, ofegante. — Sou sua, Alex.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!