Entrar Via

Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ELIZABETH WINTER

Eu cantarolava baixinho enquanto dobrava, ou melhor, amassava, um vestido de seda preto e o jogava na minha mala Rimowa. São Francisco. Quem diria? A cidade onde levei meu primeiro e único bolo estava prestes a me rever novamente. Os detalhes ainda estavam nebulosos, mas o objetivo era claro: Alexander Hampton.

Já fazia alguns dias desde que ele fugiu – porque vamos ser honestos, foi uma fuga – para a Costa Oeste. Alguns dias desde a minha declaração "apaixonada" e apesar de ter deixado meu número, ele não ligou. O cartão com meu número provavelmente virou confete na lixeira do escritório dele. Típico do Sr. Responsável. Fugir de mim.

Adorável. Mas inútil.

Eu não era do tipo que aceitava um "não" como resposta, especialmente quando o "não" dele vinha embrulhado em um "talvez". Alexander podia ter fugido para São Francisco, mas ele subestimava seriamente a minha determinação. E meus recursos.

Fechei a mala com um clique satisfatório. Pronta. Viagem rápida. Uma semana, no máximo. Tempo suficiente para encontrá-lo, desarmá-lo com meu charme irresistível e então... deixarei ele decidir o próximo passo. A parte da "vingança" ainda me agradava, mas a ideia de realmente ver até onde aquela química poderia ir... era tentadora. Perigosamente tentadora.

Peguei minha bolsa Chanel, joguei meu celular e um gloss dentro, e arrastei a mala para fora do meu quarto na mansão dos meus pais. Sim, como eu já disse, eu tenho meu próprio apartamento em Manhattan, mas aqui... bem, aqui a geladeira estava sempre cheia e alguém magicamente lavava minhas roupas. Conveniências.

Desci a escadaria, sentindo-me leve e animada. Nada poderia estragar meu humor. Exceto, talvez, a figura imponente parada no pé da escada, com os braços cruzados e a expressão severa.

Meu pai. Merda. Esqueci que ele estava trabalhando de casa hoje.

— E aonde a senhorita pensa que vai com essa mala? — sua voz era baixa, controlada, mas cheia daquela autoridade que ele raramente usava comigo, reservada principalmente para subordinados incompetentes e, ultimamente, para o meu irmão.

Parei no último degrau, forçando meu sorriso mais doce e inocente.

— Papai! Que surpresa te ver. Só vou fazer uma viagem rápida. Negócios.

Ele arqueou uma sobrancelha grisalha, ceticismo puro em seu olhar.

— Negócios? Que tipo de "negócios" exigem uma mala desse tamanho e acontecem convenientemente fora da cidade?

— Negócios... criativos? — tentei. — Networking. Expansão de horizontes. Coisas importantes.

— Seu trabalho é aqui, Elizabeth. Na empresa. Lembra-se daquele pequeno detalhe? Aquele cargo que eu coloquei sob sua responsabilidade enquanto seu irmão ignora?

Ah, o "cargo". Minha presença glorificada na empresa familiar, onde minha principal função era aprovar coisa e, ocasionalmente, aparecer em eventos beneficentes usando roupas caras. Era terrivelmente entediante.

— Claro que lembro, papai. E está tudo sob controle. Deixei instruções detalhadas para a equipe. Eles sobrevivem um dia sem mim. Você pode até assumir, se quiser se divertir um pouco.

Seu olhar se tornou gélido.

— Eu não estou me divertindo, Elizabeth. E você não vai a lugar nenhum. Desfaça essa mala e volte para o seu escritório. Temos uma reunião de planejamento estratégico à tarde.

Bufei, sentindo a irritação começando a corroer meu bom humor.

— Reunião de planejamento? Papai, por favor. Minha presença ali é tão útil quanto um pinguim no Saara. Esta viagem é importante.

— Importante como? Como aquela "viagem de pesquisa cultural" para Ibiza que durou três semanas? Ou a "conferência de moda" em Milão onde você foi fotografada saindo de uma boate às seis da manhã?

Casal 2: 15 - Obrigada pelos conselhos financeiros 1

Casal 2: 15 - Obrigada pelos conselhos financeiros 2

Casal 2: 15 - Obrigada pelos conselhos financeiros 3

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!