ELIZABETH WINTER
Eu estava no sofá do Alex lendo no meu tablet, ou tentando ler, quando ouvi o clique da fechadura.
Alex entrou. Tirou a jaqueta e a pendurou, só então seus olhos cairam sobre mim.
— O que você faz aqui tão cedo? — ele perguntou, caminhando até a sala.
— Eu disse que minha visita à empresa seria rápida. — Deixei o tablet de lado, observando-o. — A pergunta é: o que você faz aqui tão cedo? Achei que estivesse atolado de trabalho dobrado por ter dispensado a Larissa.
— Não voltei ao café. — Ele se sentou no sofá, ao meu lado, afundando nas almofadas com um suspiro. — Passei na casa da Leah.
— Ah, é? — Subi no colo dele, ignorando qualquer espaço pessoal. Encaixei minhas pernas ao redor dele e dei um selinho em seus lábios. — Como ela está?
Ele envolveu minha cintura com os braços, puxando-me para mais perto, como se precisasse do contato físico.
— Atolada de trabalho e estudando como uma condenada. — Ele sorriu, um sorriso pequeno. — Ela disse que gostaria de conhecê-la melhor.
— Eu adoraria. — respondi honestamente. — Tenho a sensação de que temos muito em comum.
Alex fez uma careta, balançando a cabeça.
— Com certeza tem.
Dei um tapa leve no ombro dele.
— Ei! O que você quer dizer com essa cara?
— Nada. — Ele riu, apertando minha cintura. — Apenas que vocês duas juntas podem ser perigosas para a minha sanidade. Mas acho que vai ser bom. Podemos marcar algo para sábado.
— Combinado.
Alex ficou em silêncio por um momento, traçando círculos na minha coluna com o polegar.
— Enquanto eu estava lá... — ele começou, a voz um pouco mais baixa. — A Stella ligou.
Meu corpo ficou tenso por um segundo imperceptível. Será que sua ex-paixão não correspondida era a razão de ele parecer tão para baixo agora?
— Ah? — tentei manter a voz neutra. — E como ela está?
— Damian a pediu em casamento. — ele soltou a bomba preguiçosamente.
Meus olhos se arregalaram. Um sorriso genuíno se formou no meu rosto. Damian, meu irmão cabeça-dura, finalmente tinha feito a coisa certa da maneira certa.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!