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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ELIZABETH WINTER

O silêncio que caiu sobre o escritório de Damian foi absurdamente desconfortável. Parecia que o ar condicionado tinha parado, que o tráfego lá fora tinha cessado, e que a única coisa que existia no universo éramos nós dois, encarando um ao outro.

Eu podia ver as engrenagens do cérebro de Damian girando. Ele piscava, processando a informação, tentando encaixar as peças.

Ele piscou uma última vez e, com a lentidão de um homem de noventa anos, sentou-se na cadeira.

Eu fiz o mesmo, sentindo a adrenalina da confissão começar a baixar, substituída por um leve tremor nas mãos. Eu tinha dito. Tinha falado em voz alta. Não havia como voltar atrás.

— Ok. — Damian disse, olhando para um ponto fixo na parede atrás de mim. — Ok, ok. Ok.

— Você pode, por favor, mudar o disco arranhado? — pedi, a voz saindo um pouco mais aguda do que o normal. — O suspense está me matando.

Damian balançou a cabeça, como se tentasse acordar de um sonho.

— Estou surpreso. — ele admitiu, finalmente olhando para mim. — Muito surpreso.

— Tá bom. — cruzei as pernas, tentando parecer mais calma do que estava. — Você está surpreso. E...?

— E... — Ele gesticulou vagamente. — Há quanto tempo isso está acontecendo?

— Uns meses. — Respondi, sendo vaga de propósito. Não precisava entrar nos detalhes de "quando a vingança virou amor".

Ele assentiu, voltando ao silêncio contemplativo. Olhou para a garrafa de água, depois para mim, depois para o teto.

A paciência, que nunca foi minha maior virtude, esgotou-se.

— DAMIAN, FALA ALGUMA COISA! — gritei.

Ele deu um pulo na cadeira, levando a mão à cabeça com uma careta de dor excruciante.

— Porra, Lizzy! — ele praguejou, massageando a têmpora direita com força. — Estou de ressaca, lembra? Quer me matar antes do casamento?

— Então pare de me torturar com esse silêncio. — rebati, baixando o tom. — Grite, brigue, faça piadas, qualquer coisa. Mas reaja!

Damian suspirou, pegando a garrafa de água e tomando um longo gole.

— O que você quer que eu diga? Acabei de listar todas as razões pelas quais esse relacionamento seria um desastre. Acabei de criticar o primeiro namoro sério da minha irmã mais nova. Então, acho que a primeira coisa que devo fazer é pedir desculpas.

Arregalei os olhos.

— Desculpas? — repeti, incrédula. — A Stella realmente fez um milagre em você. Nunca imaginei que viveria para ouvir Damian Winter pedindo desculpas sem ser sob coação jurídica.

Damian sorriu de canto, um sorriso fraco mas sincero.

— O santo Alexander deve ter vindo das mesmas bandas da Stella — ele retrucou — já que eu nunca imaginei ver Elizabeth Winter namorando.

Não pude evitar. Ri. Uma risada nervosa, mas aliviada.

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