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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 3

LEAH HAMPTON

O cheiro de assado com alecrim e risadas altas ocupavam a sala de estar da casa de Stella e Damian.

A casa deles era o oposto do meu apartamento. Era cheia de vida, cores quentes, brinquedos espalhados pelo chão e garrafas de vinho abertas sobre a bancada da cozinha.

Eu estava sentada no sofá, com Noah nos braços. O meu sobrinho parecia ter um radar para o meu colo. Sempre que eu chegava perto, ele se acalmava instantaneamente, o que deixava Alex com um ciúme adorável.

— Então... — Stella surgiu da cozinha, secando as mãos num pano de prato. Ela usava um vestido solto, o cabelo loiro preso num coque bagunçado que só ela conseguia fazer parecer chique. — Você disse que tinha uma grande notícia. E considerando que você está com essa cara de quem engoliu um cabide de tão reta que está sentada... ou você foi demitida, ou está grávida.

Damian entrou na sala carregando uma travessa de bruschettas.

— Se ela estiver grávida, eu ganho o bolão — Damian disse, piscando para mim. — Apostei com o Alex que você encontraria um médico rico antes do fim do ano.

— Idiota. — Lizzy, estava sentada na poltrona segurando a pequena Chloe, enquanto Stella cozinhava, revirou os olhos. — Não liguem para o meu irmão. O cérebro dele é feito de mercado financeiro e uísque.

Balancei Noah suavemente, sentindo o peso quente dele contra meu peito. Respirei fundo. A novidade ainda parecia grande demais para a minha boca.

— Ninguém está grávida e Damian, você nunca ganhará essa aposta. — anunciei. — E, ninguém foi demitido. Embora eu tenha chegado perto.

Todos pararam o que estavam fazendo. Alex, que estava servindo água para Lizzy, congelou.

— Desembucha, Leah. — meu irmão pediu, ansioso.

Sorri, olhando para cada um deles. Minha família. Disfuncional, barulhenta, mas minha.

— O novo diretor, Dr. Blackwood... — Comecei, saboreando o nome. — ...me ofereceu o cargo de Chefe de Cirurgia. E eu aceitei.

Houve um segundo de silêncio. O tipo de silêncio onde você ouve o relógio na parede.

— O QUÊ?! — Stella gritou, largando o pano de prato e correndo para me abraçar, tomando cuidado para não esmagar Noah. — Chefe? Tipo, a chefe de todos? A rainha da colmeia?

— Meu Deus, Leah! — Lizzy tentou bater palmas, mas lembrou que estava com uma bebê no colo. — Isso é incrível!

Mas foi Alex quem teve a reação mais "Alex" possível. Ele soltou uma gargalhada triunfante, batendo a mão na mesa de centro.

— Eu sabia! — Ele apontou para Damian. — Eu disse ou não disse? Minha irmã é uma máquina! Ninguém opera como ela!

— Calma, Alex. — Ri, sentindo o rosto esquentar. — O cargo é interino por enquanto, mas com poderes plenos. É uma responsabilidade gigantesca. Basicamente, eu sou responsável por tudo o que acontece nos centros cirúrgicos. Se alguém morrer na mesa, a culpa é minha. Se o orçamento estourar, a culpa é minha.

— Ah, para com essa falsa modéstia. — Alex se levantou, estufando o peito como se a promoção fosse dele, não minha. — Você conseguiu porque é a melhor cirurgiã do mundo. O tal do Blackwood, pelo menos tem bons olhos. Ele viu que um Hampton não brinca em serviço.

— "Melhor do mundo" eu não sei, Alex. — Ajustei a manta de Noah. — Mas naquele hospital? É, talvez eu seja a melhor opção que eles têm no momento.

— Essa é a nossa garota! — Damian ergueu uma taça de vinho tinto. — Isso merece um brinde. Vamos abrir aquele Cabernet Sauvignon de 2015 que eu estava guardando para quando o Alex finalmente aprendesse a trocar uma fralda sem deixar vazar.

— Ei! — Alex protestou.

Coloquei Noah, que já estava dormindo profundamente, no carrinho acolchoado ao lado do sofá.

Damian serviu cinco taças de vinho.

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