RUBI MONTENEGRO
Assim que os passos de Ares desapareceram no corredor, caminhei até a porta do camarim, girei a chave na fechadura e tranquei.
Me virei devagar para encarar Valentina. Ela continuava encolhida perto do sofá, segurando a sua bolsa.
— Acabou o teatro, Valentina. Eu quero a verdade, e quero agora.
Ela piscou, forçando um sorriso nervoso.
— Rubi, do que você está falando? Que teatro? Olha, você está muito estressada com o lançamento, é melhor a gente ir para o carro...
— Não se faça de idiota! — gritei, sentindo a primeira lágrima quente escorrer pelo meu rosto. — Eu vi vocês! No domingo, quando o Ares disse que ia trabalhar. Eu peguei um táxi e segui o carro dele! Eu vi quando o meu marido parou na frente do seu prédio e você entrou no carro, toda sorridente!
Os olhos de Valentina se arregalaram e a boca dela se abriu, mas nenhum som saiu.
— Há semanas vocês dois estão de segredinhos, sussurros e sumiços! — continuei, apontando o dedo na direção dela. — Como você pôde fazer isso comigo, Tina? Não posso dizer que uma traição do Ares é grande surpresa, porque já passei por isso antes, mas você... você era como uma irmã para mim! Uma pessoa em quem eu confiava de olhos fechados!
— Rubi, pelo amor de Deus, não é nada disso que você está pensando! — Valentina finalmente conseguiu falar, balançando as mãos no ar, desesperada. — Você entendeu tudo completamente errado! Eu juro!
— Mentira! Vocês estão tendo um caso! Estão me fazendo de palhaça nas minhas costas!
— Não! — ela gritou de volta, caminhando até mim e tentando segurar os meus braços. — Eu nunca faria isso com você, Rubi! Por favor, você precisa confiar em mim, nós temos que ir para o jantar...
Puxei os meus braços com força, me desvencilhando do toque dela.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!