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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 109

RUBI MONTENEGRO

O trajeto pareceu durar uma vida inteira. O silêncio dentro do carro era tão sufocante que eu sentia dificuldade para respirar. Quando o veículo finalmente reduziu a velocidade, olhei pela janela e vi que estávamos afastados da cidade. O carro parou em frente a uma belíssima e enorme propriedade isolada, cercada por árvores altas e luzes suaves que formavam um caminho até um casarão.

Assim que o motorista destravou as portas, eu saltei do carro. A minha raiva não havia diminuído um único milímetro. Eu estava armada até os dentes para a briga da minha vida.

— Muito bem, chegamos! — exclamei, encarando Valentina, que saía do carro logo atrás de mim. — Cadê ele? Onde está o Ares? Pretendem me contar que ele alugou esse lugar para os encontros de vocês?

— Rubi, pelo amor de Deus, entra logo! — Valentina revirou os olhos, agarrou o meu pulso novamente e me arrastou para dentro da propriedade.

Ela me puxou pelos corredores até me empurrar para dentro de uma sala reservada. Assim que a porta se fechou, Valentina ergueu as duas mãos e gritou primeiro:

— CHEGA! Eu não aguento mais guardar esse segredo!

— Que segredo? — rosnei.

Valentina soltou um grito de pura frustração, andando de um lado para o outro na sala como se estivesse prestes a arrancar os próprios cabelos.

— O seu marido não está te traindo, sua maluca! — ela berrou, apontando o dedo para mim. — Ter um caso com Ares Beckett? Eu preferia ser abduzida e procriar com alienígenas!

— Pro... procriar? Com alienígenas? — Fiquei totalmente paralisada.

— Eu passei as últimas duas semanas sendo cobaia! — Tina continuou o seu desabafo histérico, gesticulando para o teto. — Tive que provar oitenta tipos de bolo diferentes porque nenhum era 'perfeito o bastante' para a esposa dele. Tive que aturar o Beckett ameaçar os decoradores dizendo: 'Se essa rosa não for do tom exato, eu acabo com a carreira de vocês'! E como agradecimento por ter ajudado a organizar o evento, eu sou chamada de traidora!

— O... o quê? Decoradores? Bolo? — gaguejei. — Tina, do que você está falando?

Valentina parou de andar, respirando fundo para recuperar o fôlego.

— Ai, meu Deus... — chorei, balançando a cabeça. — Tina... me perdoa. Me perdoa por ter duvidado de você. Eu agi como uma idiota paranoica!

Corri até ela e a abracei com toda a minha força. Valentina riu, me apertando de volta, embora tentasse reclamar.

— Cuidado, você vai amassar o meu vestido de madrinha! E pare de chorar, ou vai estragar a maquiagem e não posso fazer nada melhor que os maquiadores da Bane fashion fizeram para a live!

Me afastei, enxugando o rosto com as costas das mãos enquanto ria e chorava ao mesmo tempo. A vergonha que eu sentia pela cena do camarim agora dividia espaço com uma felicidade indescritível.

— Ele está lá fora? — perguntei, com a voz embargada, sentindo uma urgência desesperada de ver o meu marido.

— Ele está te esperando no altar há meia hora, provavelmente suando frio e achando que você desistiu no caminho — Tina riu, batendo palmas. — Agora, limpe esse rosto. Temos exatamente dez minutos para te enfiar nesse vestido de princesa e colocar você para dizer o seu verdadeiro 'sim'!

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