ARES BECKETT
No segundo dia da nossa lua de mel, o céu dos Hamptons decidiu desabar. Uma chuva torrencial e constante batia contra as grandes janelas de vidro, transformando a paisagem lá fora em um embaçado cinzento e isolando-nos completamente.
Normalmente, um clima desses me deixaria irritado, mas com Rubi ali, caminhando pela casa usando apenas uma camiseta minha que cobria metade das suas coxas, eu mentalmente agradeci à previsão do tempo. Eu não tinha a menor intenção de sair de casa de qualquer maneira.
Depois de um café da manhã demorado, fomos explorar a propriedade. Acabamos na imensa sala de jogos no andar inferior. Havia dardos, uma adega climatizada, poltronas de couro e, no centro, uma mesa de sinuca profissional, de madeira e feltro verde.
Fui até a parede, peguei um dos tacos e o testei nas mãos, sentindo a familiaridade do peso.
— Sabe jogar, esposa? — perguntei, dando um sorriso de canto e girando o taco com facilidade entre os dedos. Eu jogo sinuca em clubes exclusivos desde os vinte anos e conheço a física da mesa, calculo ângulos complexos de cabeça. Resumindo: eu sou imbatível nisso.
Rubi se aproximou, cruzando os braços abaixo dos seios. A camiseta branca que ela usava subiu roubando minha atenção para suas pernas.
— Sei o básico — ela deu de ombros, com uma expressão inocente. — Mas jogar só por jogar é um pouco chato, não acha?
Estreitei os olhos, o meu instinto competitivo acabou despertando instantaneamente.
— E o que você sugere para tornar as coisas mais... interessantes?
O sorriso que ela me deu foi uma tentação. Ela caminhou até a parede, pegou um taco e deslizou o giz azul pela ponta com uma lentidão que me deixou hipnotizado.
— Uma aposta clássica — ela ronronou, encostando-se na mesa. — Cada bola encaçapada significa que o adversário perde uma peça de roupa. Se acabarem as roupas, o vencedor tem direito a exigir um favor. Qualquer favor. Sem direito a recusas.
Uma risada rouca e presunçosa escapou de mim. Olhei para ela de cima a baixo. Eu estava usando uma calça de moletom, uma camiseta preta, cueca e meias. Rubi usava apenas calcinha e a minha camiseta branca. Matematicamente falando, eu estava em ampla vantagem. Além do mais, ela disse que sabia "o básico".
Eu ia deixá-la nua em exatos dois minutos.
— Fechado, senhora Beckett. Mas não chore quando perder a sua calcinha na primeira rodada — avisei, já arrumando as bolas no triângulo.
Eu deixei que ela desse a tacada inicial por cavalheirismo. Fiquei atrás dela vendo Rubi se curvar sobre a mesa. A barra da camiseta subiu, revelando as curvas perfeitas das coxas dela e a renda minúscula da calcinha que descobri ser preta. Tive que balançar a cabeça para focar no jogo.
O meu taco escorregou e eu bati com força na lateral da bola branca. Ela desviou grosseiramente e bateu na borda, sem encaçapar nada.
— Puta que pariu, Rubi! — praguejei, sentindo o meu sangue correr direto para a virilha.
Ela riu, uma risadinha vitoriosa.
— Concentração, Ares. Achei que você fosse um homem de foco.
Na rodada seguinte, ela encaçapou mais uma bola. O movimento dela não tinha nada de amador. Ela sabia como segurar o taco, como alinhar a visão e como jogar com efeito. A desgraçada da minha esposa era uma verdadeira profissional de sinuca disfarçada.
— A calça, querido — ela pediu, batendo a ponta do taco no chão.
Retirei a calça, sentindo o meu ego ser levemente ferido. De qualquer forma, só preciso acertar mais uma. Minha esposa ficará nua na próxima tacada.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!