ARES BECKETT
Tentei me recompor. Alinhei o meu corpo para a próxima jogada. Era um ângulo difícil, mas eu conseguia. Apenas precisava não olhar para a minha esposa, que agora andava livremente pela sala balançando os quadris, como se quisesse me lembrar que estava sem calcinha.
— Você está indo tão bem, amor... — Rubi sussurrou de repente.
Olhei para a frente. Ela estava do outro lado da mesa. Em vez de ficar em pé, Rubi decidiu se inclinar sobre a borda verde, empinando o quadril e apoiando os cotovelos na mesa. O decote da camiseta ficou escancarado para mim, revelando o vale profundo e perfeito dos seios dela. Como se não bastasse, ela mordeu o lábio inferior e me lançou um olhar pelo qual homens iniciariam guerras.
O meu cérebro derreteu. Ele foi completamente obliterado por um par de seios e um sorriso travesso.
Bati na bola branca. Ela voou da mesa de sinuca, quicou no chão da sala e rolou para debaixo de um sofá.
O silêncio reinou na sala. Rubi se levantou e explodiu em uma gargalhada tão escandalosa que precisou se apoiar no taco para não cair.
— Essa mesa está desnivelada! — eu rosnei, sentindo o rosto esquentar, apontando o meu taco para o móvel perfeitamente reto. — E esse taco está torto!
— Você fez a bola voar, Ares! — ela não conseguia parar de rir, enxugando uma lágrima no canto do olho. — Aceite a derrota.
Joguei o taco na mesa, frustrado, excitado e totalmente fascinado por ela. Fiquei de frente para a mulher que ainda estava vestida com a minha camiseta, intacta, me fazendo de idiota.
— Você é uma trapaceira, esposa — murmurei, estreitando os olhos.
— Eu? — Ela colocou a mão no peito, fingindo ofensa. — Eu não fiz nada. Você é o único que não consegue olhar para as bolas certas, senhor CEO.
Ela riu novamente, caminhou até a cabeceira da mesa, pegando uma bola branca substituta e se posicionou para a tacada final. Se ela acertasse aquela bola, o jogo acabaria e ela poderia me exigir o favor que quisesse.
Rubi se inclinou sobre o feltro verde mais uma vez. A camiseta subiu de vez nas costas, expondo a pele macia das coxas dela e a bunda perfeitamente redonda, totalmente nua. Ela rebolou de forma proposital para arrumar a postura, empinando-se na minha direção.
Foi a gota d'água para a minha sanidade.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!