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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 127

ARES BECKETT

Tudo aconteceu em uma fração de segundo.

Enquanto eu guiava Rubi de volta para a segurança da nossa casa, os gritos e as perguntas dos repórteres se atropelavam. Mas um grito específico se destacou dos outros.

— Isso é culpa sua, Rubi!

Girei a cabeça rapidamente por cima do ombro. No meio da multidão de fotógrafos e jornalistas, um rosto familiar e distorcido pelo ódio rompeu a barreira de segurança.

Era Camila.

O brilho prateado do metal na mão dela capturou a luz dos flashes das câmeras. Uma faca longa e afiada. E ela estava avançando como uma louca, mirando diretamente nas costas da minha esposa.

Não havia tempo para desarmá-la ou empurrá-la. Havia apenas tempo para proteger a única coisa que realmente importava para mim no universo inteiro.

Puxei Rubi pelo braço, a abracei com toda a minha força e girei os nossos corpos em um movimento brusco, usando as minhas costas como um escudo ao redor dela.

A dor foi instantânea e devastadora.

Senti a lâmina afiada perfurar a minha carne rasgando a minha camisa. Um calor terrível e uma queimação agonizante se espalharam pelo meu torso, como se fogo puro tivesse sido injetado nas minhas veias.

A minha visão piscou em tons de cinza. O meu aperto ao redor da cintura de Rubi afrouxou contra a minha vontade. O meu corpo, de repente se tornou pesado. Meus joelhos cederam e eu desabei, arrastando-me para o chão e caindo nos braços da mulher que eu amava.

— Ares? O que foi amor? — a voz dela soou abafada, distante. — Ares?!

O chão frio encontrou as minhas pernas. Senti as mãos delicadas dela escorregarem pelas minhas costas e o horror tomar conta do rosto perfeito da minha rainha ao sentir o meu sangue.

— Aguenta firme, meu amor... Vamos para o hospital, ok? Espera um pouquinho. — As lágrimas dela começaram a cair, grossas e desesperadas, pingando no meu rosto.

A dor estava me consumindo, puxando-me com força para um abismo escuro. Eu lutei contra ela com tudo o que me restava. Eu queria erguer a mão e limpar aquelas lágrimas do rosto de Rubi. Queria abrir a boca e pedir: "Não chore, minha vida. Eu te amo". Queria garantir que eu ficaria bem e que jamais a deixaria sozinha.

Mas a minha voz simplesmente não saiu. O frio tomou conta dos meus membros, e a escuridão espessa engoliu a luz dos flashes, o som dos gritos dos seguranças e o rosto da minha esposa.

Parei no lugar.

— Crianças? — repeti, sentindo minha mente lutar para processar a informação.

Antes que eu pudesse questionar mais alguma coisa, ouvi o som maravilhoso de risadas agudas e passos rápidos correndo pela grama. Duas crianças, um menino com os meus cabelos e uma garotinha com os olhos brilhantes de Rubi, surgiram correndo na nossa direção.

— Papai! Papai! — eles gritaram em uníssono, com os rostinhos radiantes de alegria, correndo de braços abertos.

Caí de joelhos no gramado na mesma hora, abrindo os braços para recebê-los. As duas crianças se jogaram contra o meu peito, abraçando o meu pescoço com força. O cheiro doce deles e o calor dos seus pequenos corpos me preencheram de uma forma tranquilizante e aquilo pareceu certo.

Por um breve e ínfimo momento, uma sombra escura tentou invadir a minha mente. Algo sobre sangue, asfalto, sirenes e uma faca. Mas, olhando para o sorriso do meu filho, sentindo o beijo da minha filha na minha bochecha e ouvindo a risada de Rubi logo atrás de mim, a lembrança ruim se desfez como fumaça ao vento.

Esqueci completamente o que eu estava tentando lembrar.

Sorri largo e abracei as minhas crianças com força. Aceitei aquela nova e perfeita realidade sem lutar, me entregando à paz do meu paraíso particular.

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