RUBI MONTENEGRO
— Não é extorsão! Você deve fornecer apoio à família! — Minha mãe se levantou. — Sua irmã precisa trocar de carro, o clube aumentou a mensalidade, e seu pai precisa manter as aparências. Você tem tanto, Rubi. O que custa dividir um pouquinho com sua família?
— Trinta por cento? Isso é "pouquinho" para vocês? — senti um gosto amargo na boca. — Vocês perderam o juízo?
Camila bufou, enquanto minha mãe mantinha aquele sorriso plástico no rosto, como se estivéssemos negociando a compra de um tapete e não exigindo um terço do meu lucro de trabalho.
— Não seja mesquinha, Rubi. É um valor justo. — Minha mãe cruzou as pernas. — Nós cuidamos de você, nós te vestimos, te alimentamos...
— Vocês me alimentaram com críticas e vergonha. — cortei, sentindo a raiva antiga retornar. — E com esse casamento com Ares... eu já paguei o meu preço. Eu vendi a minha liberdade e a minha paz para salvar a empresa do papai. Aquele cheque que Ares assinou para cobrir o rombo que o papai criou já foi o pagamento. Eu não devo mais nada a vocês. Nem um centavo.
— Como você ousa falar assim?!
A voz trovejante veio do corredor. Matthew Montenegro entrou na sala com o rosto vermelho de fúria. Ele devia estar ouvindo atrás da porta o tempo todo. Meu pai sempre foi um homem imponente, mas agora, com a falência rondando, ele parecia menor, mais desesperado e, por isso, mais perigoso.
— Pai... — comecei, mas ele levantou a mão, me silenciando.
— Você é uma ingrata, Rubi! — Ele caminhou até mim, parando no centro do tapete. — Você entra na minha casa, com essas roupas de marca, com essa postura arrogante, e nega ajuda à sua própria família? Eu te criei! Eu sustentei você por anos!
Ele apontou o dedo na minha cara, tremendo de raiva.



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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!