RUBI MONTENEGRO
Na manhã seguinte, acordei com a cabeça latejando.
Rolei na cama e peguei meu celular. Esfreguei os olhos antes de desbloquear a tela.
As notificações não paravam de chegar. redes sociais, blogs, portais de moda ou fofoca... meu nome estava em todos os lugares.
Abri o primeiro site de fofoca. A foto principal era eu, com a tesoura na mão, cortando o vestido.
A manchete dizia: "Gênia ou Louca? Rubi Montenegro transforma ataque em performance artística ao vivo."
Rolei para baixo.
"O que parecia ser um acidente com vinho tinto se revelou a maior jogada de marketing do ano. Fontes dizem que a entrada da mulher misteriosa, identificada como uma antiga socialite, Diana, pode ter sido parte de um teatro ensaiado para lançar a nova coleção 'Renascimento'. A forma como Rubi Montenegro lidou com a situação foi perfeita.
Soltei uma risada incrédula.
Eles achavam que foi planejado. Ninguém sabia se Diana era real ou uma atriz contratada.
Os comentários eram ainda melhores:
"Ela não tem sangue nas veias, tem gelo! Rainha!"
"O vestido ficou mil vezes melhor curto. Onde compro?"
"Ares Beckett tem sorte de ter essa mulher."
Sorte. Se eles soubessem...
Joguei o celular na cama e me levantei. Minha carreira estava bem, talvez até impulsionada. Mas eu ainda estava presa a esse casamento por mais três meses, protegendo uma família que mal se importava comigo.
O toque estridente do meu celular interrompeu meus pensamentos.
Olhei para o visor. "Mamãe".
Suspirei. Parece que pensamentos tem poder.
— Alô?
— Rubi! Minha querida! — A voz dela era um melado enjoativo. — Você viu as notícias? Você é o assunto do dia! Eu e seu pai estamos tão orgulhosos!
— Obrigada, mãe.
— Foi espetacular! Escute, precisamos ver você. Seu pai está com saudades, e faz tanto tempo que não almoçamos juntas. Venha para cá agora.
— Mãe, eu tenho reuniões...

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!