RUBI MONTENEGRO
Dirigir de volta para a mansão Beckett nunca foi algo prazeroso, mas naquela noite, parecia que eu estava me dirigindo para a forca. A briga da minha família e a confusão de sentimentos que Domênico despertou em mim formavam um nó na minha garganta.
A "quase colisão" dos nossos lábios não saía da minha cabeça.
Estacionei o carro e respirei fundo, criando coragem. Eu só queria um banho quente, uma pílula para dor de cabeça e minha cama. Esperava encontrar a casa silenciosa, com Ares trancado em seu escritório ou em seu quarto.
Mas assim que abri a porta principal, a voz dele me parou.
— Boa noite, Rubi.
Ares usava uma camisa social preta, com os primeiros botões abertos e as mangas dobradas até os cotovelos, revelando os antebraços.
— Boa noite — respondi, seca. — Vou subir. Estou cansada.
— Você precisa jantar. O chef preparou algo especial. E eu odeio jantar sozinho. — Desde quando ele odeia isso?
— O que foi, Ares? — perguntei, sem me mover. — O que você está tramando?
Ele riu, e caminhou até mim. Antes que eu pudesse recuar, ele pegou minha mão e a levou aos lábios, beijando meus dedos.
— Não posso mimar minha esposa? — Ele me guiou forçadamente até a mesa, puxando a cadeira para eu me sentar. — Você teve uma semana difícil. E um sucesso estrondoso. Queria comemorar.
Ares se sentou à cabeceira. O chef serviu o jantar em silêncio e saiu.
— Relaxe, Rubi. Estamos em casa.
— Esta casa nunca foi minha, Ares. — Apoiei os cotovelos na mesa. — Vá direto ao ponto. Por que o jantar? Você quer que eu assine alguma coisa? Quer que eu desista da campanha?
— Quero que você me acompanhe.
Ele deslizou um envelope creme e dourado pela toalha de mesa até parar na minha frente.
Abri o envelope.
Convite. Baile de Gala da Fundação Solar.
— Sábado à noite — ele disse. — Quero que você vá comigo.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!