ARES BECKETT
Assim que os passos de Rubi desapareceram no corredor do andar de cima, a minha paciência sumiu junto dela.
Com um grito de frustração preso na garganta, chutei a cadeira onde ela estava sentada segundos atrás. A madeira nobre raspou no chão com um guincho e a cadeira tombou. Peguei a taça dela e arremessei na parede descontando meu ódio.
— Maldita! — rosnei, passando as mãos pelo cabelo e puxando os fios com força.
Olhei para a mesa posta. As velas ainda queimavam, zombando de mim. O jantar que o chef preparou com tanto cuidado estava esfriando, intocado. Eu tinha oferecido tudo. Flores, luxo, uma posição ao meu lado no topo da sociedade. E ela me olhou como se eu fosse um inseto. Como se eu fosse... nada.
Mary entrou na sala de jantar silenciosamente, trazendo uma vassoura e uma pá. Ela não disse nada, apenas abaixou a cabeça e começou a varrer os cacos da taça.
A presença silenciosa dela me irritou ainda mais.
— O que há de errado com essa mulher, Mary?!
Mary parou de varrer, mas não respondeu.
— Estou falando com você! — Caminhei até ela, gesticulando para a mesa vazia. — Eu ofereço um jantar exclusivo. Ofereço a ela a chance de ser a Sra. Beckett de verdade, de ter poder, de ser invejada. E ela me trata como se eu fosse um leproso. O que mais ela quer? O que passa na cabeça dela?
Mary suspirou. Ela endireitou as costas, segurando o cabo da vassoura com as duas mãos, e finalmente levantou o rosto para me encarar.
— O senhor quer mesmo saber, Sr. Beckett?
— É claro que eu quero! Eu sou o marido dela!
— Respeitosamente, senhor... o senhor está oferecendo essas coisas para ignorar as feridas que o senhor mesmo abriu. Mas, a memória da menina Rubi não é tão curta quanto a sua.
Franzi a testa, sentindo meu orgulho ser pinicado.
— Do que você está falando?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!