ARES BECKETT
O caminho de volta para a mansão Beckett foi feito em um silêncio sepulcral. Rubi mantinha o rosto virado para a janela do carro, recusando-se a me encarar, mas eu podia sentir o ódio irradiando dela. Eu não disse nada. Não havia mais nada a ser dito com palavras. A hora da diplomacia tinha acabado no exato momento em que ela permitiu que aquele homem tocasse nela.
Assim que o motorista estacionou e entramos na mansão, Rubi subiu as escadas quase correndo.
— Tranque-se, querida — murmurei para a sala vazia, afrouxando a gravata que parecia me enforcar. — O que eu vou fazer agora não precisa de plateia.
Fui direto para o meu escritório. Tranquei a porta atrás de mim e tirei o paletó, jogando-o sobre o sofá. A imagem de Domênico segurando as mãos da minha esposa, olhando-a com aquela adoração patética, queimava na minha mente como ácido.
Ele achava que podia me desafiar? Achava que podia roubar a atenção da minha mulher, menosprezar meu casamento e sair impune?
Ele cometeu o erro fatal de achar que estávamos no mesmo nível.
Caminhei até o bar e servi um copo de uísque puro. Bebi um gole generoso, sentindo o álcool acalmar meus nervos, mas não minha fúria.
Sentei na minha poltrona e peguei meu telefone pessoal. Disquei um número que eu não usava há algum tempo, mas que sempre atendia.
— Beckett? — A voz do outro lado atendeu no segundo toque.
— Eu tenho um trabalho. E preciso que seja feito essa noite. O alvo é grande.
— Nome?
— Domênico Bane. Bane Fashion.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!