RUBI MONTENEGRO
O peso sobre o meu corpo me acordou antes da claridade da manhã.
Piscar para afastar o sono foi o suficiente para que a realidade me atingisse. O braço de Ares estava firmemente cruzado sobre a minha cintura. Durante a noite, ele devia ter rolado pela enorme cama e me envolvido. Meu corpo estava prensado contra o peito largo dele, e eu podia sentir a respiração ritmada, profunda e quente batendo na minha nuca.
Meu coração disparou. Prendi a respiração, temendo acordá-lo, e com lentidão e cuidado segurei o pulso dele. Levantei o braço de Ares milímetro por milímetro, deslizando meu corpo para fora do abraço opressivo e saindo da cama em silêncio.
Fui para o banheiro e tranquei a porta. Lavei o rosto com água gelada, tentando me preparar para o segundo round do inferno que agora chamaria de rotina.
Vesti uma calça de alfaiataria preta e uma blusa fechada. Quando desci para a sala de jantar, Ares ainda estava dormindo. Aproveitei para conversar um pouco com Mary na cozinha.
Quando voltei para a sala de jantar, Ares estava sentado à cabeceira, usando um terno e com um frescor irritante, como se tivesse tido a melhor noite de sono da sua vida.
— Bom dia, querida. — Ele me lançou um sorriso. — Dormiu bem?
— Bom dia. — Minha voz saiu seca e sem emoção. Puxei a cadeira do extremo oposto da mesa e me sentei.
— Pareceu um pouco apressada quando acordou hoje — ele comentou. — Prometo que não mordo durante o sono. A menos que me peçam.
Ignorar as provocações seria a minha melhor arma. Peguei a xícara de café e dei um gole, mantendo o olhar fixo na toalha de mesa.
— Vamos jantar naquele restaurante italiano amanhã à noite. E sobre hoje... lembre-se da nossa condição número dois do acordo.
Levantei os olhos e o encarei.
— Nada de encontros pessoais com Domênico Bane — Ares ditou. — Vocês trabalham juntos, e isso acaba no momento em que a câmera é desligada. Fui claro, Rubi?
— Cristalino. — Respondi entre dentes e levantei da mesa, deixando o prato intacto, se dependesse dessas refeições com meu marido, eu perderia peso na velocidade da luz. — Se me der licença, tenho um trabalho a fazer.
[...]


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!