ARES BECKETT
O fim de semana finalmente chegou, trazendo com ele o primeiro "encontro" oficial do nosso novo acordo. Eu não planejava um simples jantar para cumprir tabela. Eu queria exibir meu poder. Queria mostrar ao mundo inteiro a quem Rubi Montenegro Beckett pertencia, e esfregar na cara da sociedade que nosso casamento era inabalável.
Aguardei no pé da grande escadaria da mansão, ajustando as abotoaduras do meu paletó. Quando ouvi o som dos saltos dela, levantei os olhos e, por um segundo, esqueci como se respirava.
Rubi descia os degraus vestindo um longo de seda verde que abraçava cada curva do seu corpo com perfeição. O tecido deslizava por ela como água, e o decote em "V" era audacioso na medida certa. O cabelo negro estava solto, caindo em ondas pesadas sobre os ombros.
— Você está deslumbrante — admiti, estendendo a mão quando ela alcançou o último degrau. — O verde realça o vermelho do ódio nos seus olhos. Cai muito bem em você.
Rubi aceitou minha mão por pura obrigação.
— É a cor da esperança, Ares. A esperança de que essa noite acabe rápido — ela respondeu, com um sorriso doce.
Soltei uma risada curta, guiando-a até o carro que nos esperava. O motorista abriu a porta e nós entramos.
O nosso primeiro destino foi a Ópera. Escolhi o camarote mais caro e visível do teatro. Durante o primeiro ato, tentei usar meu charme, inclinando-me para sussurrar no ouvido dela, tentando impressioná-la com meu conhecimento.
— Esta peça é um clássico fascinante — murmurei, roçando o nariz no cabelo dela. — A história de um homem poderoso que sacrifica tudo pela mulher que deseja. Uma tragédia grega sobre paixão e controle.
Rubi bufou baixinho, sem tirar os olhos do palco.
— A história de um homem egocêntrico que arruína a vida da protagonista porque não sabe ouvir um "não"? Que conceito inovador, Ares. Sinto que já vi essa peça na vida real.
— Você está muito afiada hoje, querida. Cuidado para não se cortar.
— É apenas minha defesa contra o tédio das suas palavras, querido. Não leve para o lado pessoal.
Sorri no escuro do camarote. O jeito como ela me desafiava a cada vírgula, era incrivelmente estimulante.
Após a ópera, fomos para o Il Tartufo. Eu sabia que haveria fotógrafos na entrada, e não me decepcionei. Assim que saímos do carro, os flashes começaram. Coloquei a mão na base da coluna de Rubi, guiando-a e sorrindo para as câmeras.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!