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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 44

RUBI MONTENEGRO

Assim que Ares saiu, senti meus ombros finalmente relaxarem. Estar na mesma casa que aquele homem já era difícil, dividir a mesma cama e tomar café da manhã sob o olhar avaliador dele era uma verdadeira prova de resistência mental. Eu sentia que estava caminhando em um campo minado todos os dias.

Olhei para a porta da cozinha e chamei em voz alta:

— Mary? Ares já foi. Pode vir aqui?

Mary apareceu quase imediatamente. Ela não precisou de nenhum outro convite. Como já era o nosso costume todas as vezes que Ares não estava em casa para ditar as suas regras ridículas, Mary puxou a cadeira à minha direita e se sentou. Despejei uma xícara de café fresco para ela e empurrei o prato de pães na sua direção.

— Então... — comecei, pegando mais um pedaço da minha torrada com geleia de morango. — Você notou que o Ares também está... estranho ultimamente?

Mary pegou a xícara, tomou um gole de café quente e assentiu, com uma expressão pensativa.

— É verdade, menina Rubi. Hoje, principalmente. Eu juro que o vi rir duas vezes antes de sair para o trabalho. E não foi aquele sorriso maldoso de sempre. Foi uma risada quase normal.

— Exatamente! — concordei, gesticulando com a torrada no ar. — Eu nunca tinha visto ele rir sem um motivo obscuro por trás. Será que ele tomou o remédio errado hoje de manhã?

Mary deu uma risada gostosa e genuína.

— Olha, seja lá o que for que deu nele, não deve demorar muito para ele voltar a ser o que sempre foi. Afinal de contas, ninguém consegue fingir por muito tempo, não é mesmo? A verdadeira natureza sempre aparece.

— Tem razão. — Suspirei, concordando enquanto terminava de mastigar. — Como hoje eu não tenho trabalho, acho que vou dar uma volta no jardim. Ver o que eu arranjo para passar o tempo nesta casa gigantesca.

Mary me olhou com aquele olhar maternal que geralmente vinha acompanhado de algum sermão.

— Sabe, menina Rubi, por que você não tenta fazer algumas amigas? Não é saudável para uma jovem viver apenas trancada entre essa casa e o trabalho.

Sorri para ela e segurei sua mão carinhosamente sobre a mesa.

— Não preciso de mais ninguém, Mary. Eu já tenho você como a minha melhor amiga.

Os olhos dela brilharam com carinho, mas ela balançou a cabeça em desaprovação.

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