RUBI MONTENEGRO
— É uma escolha de palavras muito interessante, Rubi — ele murmurou com a voz rouca. — Pois é exatamente isso que eu sinto quando olho para você.
Senti meu rosto esquentar. As palavras dele eram doces, sedutoras, e seria fácil me deixar levar por aquela ilusão. Mas balancei a cabeça e dei um passo para frente, escapando do seu toque.
Não baixe a guarda, Rubi. Repeti essa frase mentalmente.
— Ainda é possível subir na torre a essa hora? — perguntei, mudando de assunto o mais rápido que pude enquanto olhava para o topo iluminado.
Ares deu um suspiro baixo, claramente frustrado por eu ter cortado o clima, mas logo abriu um sorriso presunçoso.
— Com o meu nome, as portas de Paris nunca fecham. Venha.
E ele não estava mentindo. Em poucos minutos, fomos escoltados por uma entrada exclusiva e pegamos o elevador até o topo. A vista lá de cima era um milhão de vezes mais espetacular do que ver a torre do chão. A cidade inteira parecia um tapete de luzes cintilantes, com as ruas e o rio Sena se desenhando na escuridão. O vento frio bagunçou meu cabelo, e eu me apoiei na grade de proteção, maravilhada com cada detalhe. Ares ficou ao meu lado em silêncio, mas não olhava para a paisagem. Ele observava apenas a minha reação.
Quando decidimos descer, eu estava me sentindo maravilhosamente bem. A noite estava sendo perfeita. Perfeita até demais.
Mas assim que saímos do elevador e caminhamos pela praça na base da torre, dei de cara com um homem de sobretudo escuro e expressão ansiosa.
— Rubi? — os olhos de Domênico se iluminaram ao me ver, mas logo escureceram ao notar a presença monumental de Ares caminhando logo atrás de mim.
O corpo do meu marido ficou rígido na mesma hora. A sensação era de estar diante de dois leões prontos para brigar.
— O que você quer, Bane? — Ares rosnou, dando um passo à frente. — Está nos seguindo agora?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!