ARES BECKETT
Assim que as pesadas portas duplas do auditório se fecharam atrás de nós, o som dos jornalistas gritando o meu nome e o barulho dos flashes das câmeras foram cortados como mágica. O corredor privativo da presidência nos recebeu com um silêncio absoluto e reconfortante.
Continuei caminhando a passos largos, guiando Rubi em direção ao meu elevador particular. A mão dela ainda estava presa ao meu braço.
Apertei o botão de chamada. As portas metálicas se abriram no mesmo instante. Entramos e, assim que o painel digital indicou que estávamos descendo e completamente sozinhos, a bomba-relógio ao meu lado finalmente explodiu.
— Você perdeu o juízo, Ares?! — Rubi gritou, soltando o meu braço de forma brusca e se afastou. O rosto dela, antes uma expressão perfeita de tranquilidade, agora estava corado de pura indignação.
Enfiei as mãos nos bolsos da calça social e encostei no painel do elevador, observando-a com calma.
— Eu tenho a mais absoluta certeza de que a minha saúde mental está perfeita, esposa.
— Perfeita?! — Ela deu uma risada histérica, gesticulando com as mãos no ar. — Você acabou de prometer em rede nacional, para o país inteiro ouvir, que vai passar metade do império Beckett para o meu nome! Bilhões de dólares! Você ficou completamente louco! Como diabos nós vamos desfazer essa mentira depois?!
A fúria dela era fascinante. O vestido elegante não conseguia esconder a garra da mulher que estava disposta a brigar com o homem mais poderoso de Nova York em um espaço minúsculo.
— E quem disse que é mentira?
Rubi parou de andar de um lado para o outro.
— Como é que é? — ela sussurrou, totalmente incrédula.
Tirei as mãos dos bolsos e dei um passo lento na direção dela. Ela recuou por instinto, mas o elevador era pequeno demais para uma fuga. Em mais um passo, as costas dela bateram suavemente contra o espelho da cabine.
Apoiei uma mão na parede, logo acima do ombro dela, encurralando-a com o meu corpo sem tocá-la diretamente.



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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!