RUBI MONTENEGRO
— Por que não fazemos isso aqui mesmo?
Ares abriu um sorriso de lado, mas, em vez de pular em cima de mim como eu esperava, ele simplesmente se levantou da poltrona.
Acompanhei seus movimentos com o olhar enquanto ele caminhava em direção à saída. Meu coração afundou na mesma hora. Será que pareci muito oferecida? Perdeu a graça para ele porque eu facilitei demais? A minha insegurança durou exatos três segundos, porque Ares havia acabado de trancar a porta da sala.
Ele caminhou de volta, parando bem na minha frente. Sem tirar os olhos dos meus, ele alcançou a lateral do meu assento e apertou o botão, fazendo a poltrona reclinar para trás até eu ficar quase deitada.
Ares apoiou um dos joelhos no estofado, bem no meio das minhas pernas, e se inclinou, dando um beijo brever.
Em seguida, segurou o cós do meu short e o puxou para baixo, jogando a peça de roupa no chão.
Fiquei apenas de blusa e calcinha, ofegante, assistindo Ares Beckett se ajoelhar no chão, bem no meio das minhas pernas. Ele segurou as minhas panturrilhas e passou as minhas pernas por cima dos ombros dele. A posição me deixou completamente exposta.
Fechei os olhos de vergonha, mas então senti o calor do rosto dele se aproximar. Em vez de tirar a minha lingerie, Ares começou a me lamber por cima do tecido da calcinha.
Sentir o tecido úmido e quente esfregando na minha pele sensível me fez soltar um gemido involuntário. Ele continuou circulando a língua no algodão, aplicando uma pressão enlouquecedora. Era bom, maravilhoso, mas não era o suficiente.
— Ares... Tira... tira isso.
Ele soltou uma risada baixa e abafada contra mim. Com dois dedos, Ares puxou o tecido da calcinha para o lado, liberando o caminho.
O contato direto da língua dele com a minha pele me fez arfar violentamente. Joguei a cabeça para trás no encosto da poltrona e tampei a boca com o meu antebraço para abafar o som. A minha mão livre desceu como um ímã para os cabelos escuros dele, agarrando os fios com força.
O meu corpo simplesmente parou de obedecer ao meu cérebro. Comecei a agir por instinto, impulsionando os quadris para cima, me esfregando no rosto dele, buscando mais profundidade, mais daquela sensação alucinante.
A tensão se acumulou rápido demais. Não demorou muito para eu chegar ao limite. Gozei forte, sentindo o meu corpo inteiro tremer e se contrair em espasmos incontroláveis. E mesmo enquanto eu me desfazia, Ares não parou. Ele continuou me lambendo de cima a baixo, sugando cada gota, até eu não aguentar mais de tanta sensibilidade.
Quando finalmente parei de tremer, respirando pela boca como se tivesse corrido alguns quilômetros, Ares ajeitou o tecido da minha calcinha, colocando-a no lugar. Ele depositou beijos suaves e molhados na parte interna das minhas coxas, acalmando a minha pele.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!