RUBI MONTENEGRO
Cheguei ao estúdio da Bane Fashion e fui direto para a sala de reuniões, onde Domênico e a equipe de marketing já me esperavam. Assim que entrei, percebi que a dinâmica entre nós havia mudado. Domênico assumiu uma postura estritamente profissional, sem sorrisos demorados, comentários de duplo sentido ou olhares intensos. O chefe focado estava de volta, e, sinceramente, foi um alívio enorme.
Ele ligou o telão e me apresentou a proposta da nova campanha de outono.
— Dessa vez, você não será a modelo principal das fotos, Rubi — Domênico explicou, apontando para o cronograma impresso na mesa. — Teremos outra modelo para a maior parte dos cliques em estúdio, então você terá menos trabalho posando. No entanto, o seu rosto é o que está em alta no momento e eu quero aproveitar esse engajamento.
Eu sabia muito bem o motivo do "engajamento". A fofoca de que eu seria dona de metade do império Beckett estava arrastando os holofotes do mundo inteiro para cima de mim.
— E o que você tem em mente? — perguntei.
— Quero que você faça uma live especial, transmitida diretamente na conta oficial da Bane Fashion, apresentando as peças exclusivas da nova coleção para o público. Depois que finalizarmos a sua parte das fotos nesta semana, vamos providenciar o cenário e o roteiro para a live. O que acha?
— Acho perfeito — concordei com um sorriso animado. Era um desafio diferente e eu estava pronta para ele.
O resto do dia passou voando. Fizemos várias sessões de fotos para o catálogo, e Domênico me orientou o tempo todo de trás da câmera. Uma das coisas que eu mais admirava nele é o fato de que, mesmo sendo o chefe, ele trabalha arduamente, buscando a perfeição em cada passo.
Quando terminamos os últimos cliques, já no fim da tarde, peguei minha bolsa e me despedi da equipe no camarim.
— Bom trabalho hoje, Rubi — Domênico disse, organizando a sua prancheta. — A sua próxima sessão é na sexta-feira. Pode descansar até lá.
— Obrigada, Domênico. Até sexta.
Saí do prédio da Bane Fashion e caminhei até o carro vermelho novo que Ares havia deixado à minha disposição, ele também quis desbloquear minha conta bancária, embora eu não precise do dinheiro dele, mas quem sabe quando ele me estressar... talvez eu o deixe pobre.
Me acomodei no banco de couro macio, soltando um suspiro longo de cansaço.
O trânsito estava fluindo bem, e eu só conseguia pensar em chegar em casa, tomar um banho bem quente e ver se Ares já tinha voltado da empresa.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!