ARES BECKETT
"Como é a sensação de estar viúvo?"
Aquelas sete palavras na tela do meu celular, em um único segundo, fizeram o medo que me asfixiava ser engolido pela fúria.
Eu já suspeitava que aquele cruzamento, aquela velocidade e aquele carro surgindo do nada não eram apenas uma terrível fatalidade do trânsito de Nova York. Mas agora, com essa maldita mensagem zombando da minha "perda", eu tinha certeza.
Alguém tentou assassinar a minha esposa. Alguém tentou tirá-la de mim de propósito.
Disquei o número do Vasquez. Ele atendeu no primeiro toque.
— Onde você está?
— Na recepção do hospital, senhor. Reforcei a segurança do prédio e coloquei homens em todas as saídas.
— Suba agora mesmo.
Menos de dois minutos depois, Vasquez abriu a porta do quarto com cuidado e entrou. Ele olhou para a cama onde Rubi estava deitada e, depois, para o meu rosto. A expressão que ele encontrou em mim o fez engolir em seco e endireitar a postura imediatamente.
— Senhor?
Estendi o meu celular para ele, com a tela ainda acesa mostrando a mensagem anônima.
Vasquez leu as palavras e fechou a cara.
— Foi um atentado — ele concluiu.
— Sim. E eu quero a cabeça do desgraçado que fez isso. Quero para ontem. — Apontei para o aparelho na mão dele. — Fique com o meu celular. Mande a nossa melhor equipe de tecnologia rastrear esse número imediatamente.
— Entendido, senhor.
— E o SUV preto que bateu no carro da minha mulher? O que vocês já têm sobre ele? — exigi.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!