Naquele momento, Mariana tinha acabado de conseguir fazer Noriel ficar um pouco mais alegre. Disse que ia carregá-lo até a árvore lá fora para pegar damascos, e o levou consigo.
— Faz tempo que não nos vemos. Parece que as coisas estão bem para você.
Ricardo sentou-se ao lado de Sabrina.
— Você parece não estar tão bem assim.
Mesmo que Ricardo ainda parecesse estar se sentindo à vontade e livre, em comparação com antes, ele agora parecia decadente.
Antes, ele não andava com roupas de menos de seis dígitos, mas agora usava menos de mil de cima a baixo.
— Dinheiro é só uma posse material. O importante é ser feliz.
Ricardo não se importava com nada. — Sabrina, você é feliz agora?
Sabrina surpreendeu-se por um momento e acenou.
— Fique calma. Não sou do tipo que fica enchendo o saco. Já que você voltou a se casar com o Henrique, não vou importuná-la de novo. Mas, você pode, por favor, não deixar de ser minha amiga só por causa da Família Ramos e da Família Carneiro?
Ricardo era bom em socializar, e quase todos nos círculos da alta sociedade se davam bem com ele, menos Henrique.
Mas ele e Henrique não podiam dizer que não se davam bem. As duas famílias apenas se opunham. Sendo assim, o relacionamento entre os dois acabou se tornando distante, e não se cumprimentavam ao se encontrar. Aquilo era exagerado por algumas pessoas, tornando a inimizade pública.
Aos poucos, enquanto os boatos cresciam, o ressentimento foi surgindo em seu coração naturalmente.
A mídia tirou foto do momento em que Henrique olhou para ele, e aquele olhar trazia humilhação e desdém, então era normal ele interpretar o olhar de acordo com as especulações.
Assim, o relacionamento dos dois ficou ruim. Na verdade, eles não tinham nenhum conflito direto.
As intrigas do mundo dos negócios não contavam como conflito pessoal entre eles — afinal, o ramo empresarial é sempre cheio de rivalidades naturais.
Se havia um ponto principal no conflito, esse ponto era Sabrina.
Ricardo admitiu que perdera.

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