Pouco depois de desligar o telefone, Pietro Soares e outros executivos receberam a decisão de aprovação de Isaque Gomes.
Pietro Soares ficou incrédulo ao saber da notícia e imediatamente ligou para Isaque Gomes.
—Isaque Gomes, isso não é brincadeira. Por que você também está embarcando nessa loucura? Você tem ideia de quanto custa construir uma fábrica?
—Sem contar a operação futura, manutenção… É uma despesa gigantesca. As contas da empresa não suportam isso agora, e os investidores estrangeiros jamais aprovariam…
Antes que ele continuasse, Isaque Gomes respondeu com voz calma:
—Esse dinheiro não vai passar pelas contas da empresa.
Pietro Soares ficou atônito.
—Você vai bancar tudo do próprio bolso?
Isaque Gomes confirmou com um simples:
—Sim.
Pietro Soares quase perdeu o fôlego.
—De onde você vai tirar tanto dinheiro?
Ele conhecia a situação da UME como a palma da mão. Mesmo que Isaque Gomes não tivesse gastado um centavo durante todos esses anos, ainda assim não teria tanto dinheiro disponível.
—Eu não tenho, mas a família Gomes tem —respondeu Isaque Gomes, ainda em tom sereno—. Utilizar os recursos da família Gomes dentro de limites razoáveis é um dos motivos pelos quais voltei.
Falou como se fosse algo trivial.
Mas Pietro Soares não acreditou.
Isaque Gomes tinha se afastado da família Gomes, e mesmo que agora aceitasse o acordo para voltar, a família Gomes jamais seria tão generosa a ponto de liberar uma soma dessas sem contrapartidas.
—Você prometeu alguma coisa para a família Gomes, não foi? —perguntou Pietro Soares de forma incisiva.
Ele não conhecia bem Sérgio Gomes, o pai de Isaque, mas sabia como o Grupo Gomes costumava agir: nunca faziam negócios para sair perdendo.
Se Isaque Gomes conseguiu liberar tanto dinheiro, era óbvio que as condições impostas pela família valiam esse preço.
Isaque Gomes não escondeu:

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