Os três se viraram e viram um homem de roupas simples e chapéu de palha parado a uma certa distância.
Ele os observava com um olhar de dúvida e cautela.
O homem era robusto e forte, parecia jovem, com cerca de vinte e poucos anos, mas sua pele era escura devido à exposição prolongada ao sol e à chuva.
Após avaliá-lo e concluírem que não representava perigo, eles se agarraram a ele como a uma tábua de salvação e rapidamente explicaram a situação.
— Vocês têm muita sorte de estarem vivos. — disse o homem.
Em seguida, ele lhes contou mais sobre o lugar.
Só então Estrela Rocha descobriu que aquela floresta tinha um campo magnético peculiar que inutilizava as bússolas.
Pessoas comuns que entravam ali perdiam o senso de direção.
Até mesmo equipes de exploração se perdiam.
Felizmente, aquele homem morava por perto, conhecia bem o terreno e sabia o caminho para sair.
— Você pode nos levar para fora? — perguntou Estrela Rocha, ansiosa.
O homem olhou para Estrela Rocha, depois para o céu, e disse: — Ainda estamos longe da saída. Provavelmente levará mais um ou dois dias de caminhada.
— Passem a noite na minha casa hoje.
Não sabia se era impressão dela, mas Estrela Rocha notou que o olhar dele pousou em seu rosto várias vezes, como se estivesse pensando em algo.
Francisco Serra e Henrique Freitas também perceberam que algo estava errado.
Quando voltaram a falar, eles se posicionaram na frente dela, tentando bloquear a visão do homem.
Ambos notaram que ele estava focado em Estrela Rocha.
Antes, Henrique Freitas nunca achou Estrela Rocha particularmente bonita.
Mas, convivendo com ela nos últimos dias, seu olhar se fixava cada vez mais nela, e ele percebia que ela era muito diferente da imagem que ele tinha.
Ele sempre pensou que ela era calculista e dissimulada.
Mas, naqueles dias, descobriu que ela era inteligente e gentil.
Ela também tinha seus momentos de travessura, brincava com Francisco Serra, e não era submissa e sem graça como ele imaginava.
Antes, ele não entendia por que Francisco Serra estava com Estrela Rocha.

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