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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 17

Tereza olhou para ele, aturdida por alguns segundos, antes de responder:

— Estou um pouco cansada esta noite.

Norberto franziu sutilmente as sobrancelhas bem desenhadas. Logo depois, puxou o cobertor e levantou-se da cama.

— Tudo bem, descanse um pouco. — O homem passou por ela, deixando um leve rastro de perfume amadeirado que flutuou com a brisa.

Naquele exato momento, o coração de Tereza pareceu se estilhaçar sob a força de um martelo.

Ela levantou a cabeça e fechou os olhos com força. Foi a primeira vez que ela ativamente o rejeitou.

Na manhã seguinte, Tereza acordou cedo, vestiu uma roupa de ginástica e, após duas voltas de corrida, retornou à sala. Encontrou Norberto sentado no sofá tomando café, enquanto Delfina, já trocada, brincava de montar blocos ao lado dele.

A luz do amanhecer banhava o recinto, pintando uma cena serena e acolhedora entre pai e filha.

— Mamãe! — Delfina correu alegremente e começou a circular ao redor de Tereza.

Tereza tomou um gole de água morna em um copo e lhe disse com doçura:

— Ao meio-dia, vou levar você para almoçar com a Sra. Célia.

— Eba! Eu quero ir. — Delfina comemorou entusiasmada, com os olhinhos brilhando.

Norberto ergueu o rosto e olhou de relance para Tereza.

Tereza não lhe disse uma palavra. Subiu para o quarto e desceu algum tempo depois vestindo uma saia nova. Suas proporções perfeitas e silhueta esbelta, envoltas num vestido xadrez, davam-lhe uma aparência terna e sofisticada.

— A mamãe está tão linda! — Delfina foi cheia de elogios e carinho: — Eu também quero colocar meu vestidinho para sair.

Tereza riu:

— Tão novinha e já é tão vaidosa?

— Mas eu quero. — resmungou a menina.

— Já pedi o menu completo para nós. — Célia acomodou no colo a pequena Delfina, com cheirinho de leite, e seu humor melhorou visivelmente.

Delfina também gostava muito daquela tia cheirosa, esfregando o rostinho em seu colo.

Logo em seguida, a garotinha ficou encantada pelos pequenos bolinhos de arroz em formato de animais que estavam na mesa. Começou a examiná-los com atenção e a levar as colheradas à boquinha.

Após trocarem algumas novidades triviais, a conversa logo migrou para a vida pessoal.

— Divorciar-se é realmente difícil. — Célia encostou-se no banco, massageando as têmporas. — Eu suspeito que ele só esteja tentando me fazer perder tempo. Depois de tanta briga e desgaste, ele ainda se recusa a assinar os papéis. E o pior de tudo é que, não sei como, ele usou uma de suas empresas para investir no meu ateliê. Agora tudo isso virou uma complicação financeira. Ele é ardiloso e calculista.

Tereza sentiu muita pena da amiga; afinal, já se passava um ano e o casamento dela ainda não havia sido dissolvido.

— Quer que eu lhe indique um advogado melhor? — Tereza perguntou com preocupação.

— Não adianta contratar mais ninguém. Agora a única coisa que me resta é esperar. — Célia cortava o bife de forma raivosa, rangendo os dentes, enquanto desabafava: — Depois do que estou passando, entendi de vez uma coisa. Tem muito homem que não é que seja exatamente mau, é apenas puro egoísmo. Se você obedece a tudo o que eles dizem, maravilha. Mas, no instante em que você tenta se impor, agem como se estivessem sendo esfaqueados pelas costas. Fazem de tudo para que você abaixe a cabeça.

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