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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 202

Tereza repousou a xícara sobre a mesa, levantou-se, pronta para sair, e disse:

— Se o Diretor Cardoso não tem mais nada a tratar, retornarei para a Vitalis Futuro.

Norberto ficou observando a xícara de café, que ainda fumegava de tão quente, e perdeu-se em pensamentos por um momento. Logo depois, aproximou-se, pegou a xícara, umedeceu os lábios finos com um gole e voltou a sentar-se diante de sua mesa.

Enquanto bebia o café, apertou o botão para ligar para o departamento de Recursos Humanos.

Assim que a chamada foi atendida, a voz dele soou fria como gelo:

— Dorival. Sobre aquele incidente no fórum, quero que resolva isso o mais rápido possível. Amanhã mesmo, exponha os responsáveis e aplique medidas severas.

No dia dezoito de abril, chegou ao fim o desfile da coleção de alta-costura "Elegância Oriental" de Célia Guedes.

À noite, haveria um jantar privado pós-desfile. Célia havia convidado Tereza, insistindo para que ela levasse Delfina para curtirem juntas.

Segurando a mãozinha de Delfina, Tereza entrou no salão de banquetes.

As animadas conversas ao redor silenciaram por um breve instante com a chegada da nova convidada ilustre.

O vestido que Tereza usava fora desenhado exclusivamente para ela por Célia. Ele acentuava perfeitamente sua elegância e silhueta esguia. De um tom azul-esfumaçado misterioso, confeccionado em cetim de seda puro, a peça não possuía nenhum enfeite excessivo ou mistura de cores. Do decote ombro a ombro até a bainha, bordados em fios de prata delineavam o enigmático tema da "Elegância Oriental".

O vestidinho de Delfina também era uma obra-prima de Célia, adornado com as pequenas borboletas de que a menina tanto gostava. Em tons de rosa, a garotinha parecia uma verdadeira dama em miniatura.

O rosto de Tereza, que costumava ostentar uma beleza natural e sem artifícios, ganhara um toque sutil de maquiagem naquela noite, revelando uma formosura estonteante.

Célia saiu rapidamente do meio da multidão. Vestida num vermelho extravagante, emanava uma presença poderosa e indomável enquanto exclamava:

— Tereza, você chegou!

Célia mediu-a de cima a baixo antes de comentar:

— Que maravilha, meu bom gosto é realmente impecável. Claro que este vestido é apenas um mero detalhe em você. Com um rosto desses, se subisse na minha passarela, com certeza brilharia ainda mais.

Um tanto sem graça com tantos elogios, Tereza sorriu e disse:

— O desfile de hoje foi um grande sucesso. Dá para notar.

Célia assentiu com entusiasmo, curvou-se para falar com Delfina e disse:

— Delfina, você também está linda! Aproveite bastante com a mamãe hoje.

Tereza estava prestes a responder quando sentiu sua bolsa de mão vibrar.

Ao pegar o celular para checar, viu que era uma ligação de Gregório. Provavelmente, mais algum assunto de trabalho.

Tereza virou-se e pediu:

— Célia, poderia dar uma olhada na Delfina para mim? Vou sair um instante para atender esta ligação.

Erguendo levemente a bainha do vestido, Tereza caminhou em direção à saída. Seus saltos prateados ecoavam um som nítido e ritmado sobre o mármore.

Encostada na varanda do corredor, conversava com Gregório enquanto admirava a arquitetura do hotel.

De repente, um grupo de pessoas começou a se aproximar.

Norberto havia escolhido aquele local para negociar com alguns executivos internacionais do Grupo Altus. Hera também o acompanhava. Naquele momento, o grupo dirigia-se ao restaurante no andar inferior para jantar.

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