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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 132

Luana levou Luís, Fausto e um paisagista para inspecionar um projeto externo.

Ao retornarem, ela instruiu o paisagista a desenhar os esboços o mais rápido possível para a deliberação da alta cúpula do Grupo Ramos.

Os quartos de Fausto e Luís ficavam no andar de cima.

Todos entraram no elevador.

O elevador parou no 24º andar.

Os três se despediram dela, e ela pressionou o botão para fechar a porta.

— Espere.

Um cheiro de perfume enjoativo invadiu o ambiente.

Em seguida, uma mulher exuberante entrou.

Ela tinha um delineado forte nos olhos e uma arrogância palpável, sequer olhou para Luana.

As portas se fecharam e os números na parede prateada saltaram rapidamente.

Chegaram ao 28º andar.

Ding.

O elevador abriu.

A mulher saiu antes de Luana.

Luana saiu logo depois, ergueu a cabeça e viu a mulher parada na porta do quarto de Sebastião.

Ela estava prestes a bater.

Luana paralisou por um instante.

Logo depois, um sorriso de escárnio curvou seus lábios pálidos.

Ela esteve com Sebastião por dois anos.

Sabia perfeitamente o quão insaciável ele era nesse aspecto.

Sem sentimentos, apenas o ato.

Apenas...

Percebendo o olhar analítico de Luana, a mulher lhe lançou um olhar de desdém, bufou friamente e virou o rosto com arrogância.

Luana sorriu levemente, tirou o cartão da bolsa e abriu sua própria porta.

Assim que entrou, ouviu o som da porta ao lado se abrindo.

— O senhor...

A voz da mulher era manhosa, capaz de amolecer ossos.

Luana não olhou para trás.

Chutou a porta para fechá-la.

Mas antes que a fresta se selasse, ouviu claramente a voz rouca e sexy de Sebastião:

— Por que demorou tanto?

Através da porta, a voz doce e pegajosa da mulher invadiu seus ouvidos novamente:

— Eu sei que errei. A culpa é daquele motorista careca maldito. Acho que ele viu que eu não parecia pobre e resolveu me extorquir. Ah, o senhor precisa me compensar...

O som do dengo da mulher foi abafado pelo fechamento da porta.

Luana encostou as costas na madeira fria da porta.

O cartão em sua mão estava quase dobrado pela força de seu aperto.

Ela fechou os olhos, reprimindo as batidas descompassadas do coração.

Inseriu o cartão na ranhura e o quarto escuro foi inundado de luz.

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