Num segundo, ele te leva ao céu; no seguinte, te arrasta para o inferno.
Pensou Luana, com ironia.
Naquela noite, Benito ligou para ela.
Informou que todos os parceiros de projetos do Grupo Mendes deveriam participar de uma reunião de intercâmbio organizada por eles no sul.
Basicamente, Sebastião queria verificar o progresso dos projetos assinados com cada empresa.
Havia muitas pequenas empresas, similares ao Grupo Ramos, se matando para conseguir uma parceria com o Grupo Mendes.
Como o aviso foi repentino, Luana varou a noite preparando a documentação.
Talvez por estar com a mente cheia, ela não pregou o olho.
Assim que o despertador tocou, ela pulou da cama.
Lavou-se, pegou a bolsa, tirou o cartão do quarto e correu para o elevador.
Vendo a porta prestes a fechar, ela gritou afobada:
— Espere!
Entrou ofegante, apenas para perceber que havia duas pessoas familiares lá dentro.
Sebastião e Benito.
Ao vê-la, o rosto bonito de Sebastião permaneceu inexpressivo.
Ele ficou ali, parado, ereto, tratando Luana como se fosse invisível.
Benito, por outro lado, não conseguiu fingir que não a conhecia e acenou levemente.
Luana espremeu uma palavra:
— Bom Dia.
Foi dirigida a Benito.
Luana recuou para trás deles, os dedos apertando a alça da bolsa com força.
Estava nervosa.
Afinal, Sebastião detinha o poder de vida ou morte sobre a licitação do Grupo Ramos.
Bastava uma palavra dele para o projeto virar pó.
Depois de tanto esforço, Luana não queria morrer na praia.
'Ding'.
O som da abertura do elevador martelou os tímpanos de Luana.
Sebastião saiu com suas pernas longas e Benito o seguiu apressado.
Luana propositalmente esperou dois segundos dentro do elevador.
Quando saiu, as silhuetas de Sebastião e Benito já haviam desaparecido.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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