Entrar Via

Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 625

— Luana, eu já disse. Confio em você com minha vida. Se quiser minha fortuna, tome-a. Se quiser minha vida, ela é sua.

Aquelas palavras não eram clichês para agradá-la.

Luana sabia que ele quase morrera para encontrar aquele remédio na montanha, e a cicatriz brutal em seu peito era a prova definitiva de que ele a amava até a alma.

Os olhos de Luana umedeceram de vez, vermelhos de emoção reprimida:

— Sebastião. Obrigada.

Mil palavras se reduziram a cinzas naquela única expressão.

Sebastião assumiu um tom autoritário:

— Se continuar falando assim, vou me irritar. Você é minha mulher. Gastar meu dinheiro é o seu direito absoluto. Que absurdo é esse de agradecer?

— Está bem.

Luana conteve os soluços e murmurou de forma distante.

Ao desligar, ela afundou em sua própria melancolia. Depois de acalmar a respiração, ligou para Zaqueu, que prometeu entregar o cheque imediatamente.

Antes disso, ela havia ligado para Fausto, mas os fundos do Grupo Ramos estavam totalmente imobilizados.

Zaqueu foi rápido e impiedosamente eficiente. O cheque foi entregue em minutos.

Luana entregou o dinheiro nas mãos de Paloma.

Paloma não fez falsas recusas. Ela aceitou, pois acreditava que Luana também tinha a obrigação de sustentar Vânia.

Afinal, Vânia era mãe de ambas.

Luana olhou para o soro e declarou:

— O médico disse que essa é sua última bolsa. Vou esperar você terminar e, depois, me leve até ela.

Paloma assentiu.

Luana finalmente entendia a cruz que Paloma carregava: pagar contas médicas milionárias, lidar com os surtos da mãe e ainda sustentar um irmão inútil, tudo isso sob o peso de ressentimentos antigos.

— Quem é você?

Vânia encarou Luana, o rosto contorcido de malícia:

— Que direito tem de me dar lições?

Luana engoliu seco:

— Não estou dando lições. Só tenho pena da Paloma. Em qualquer outra família, ela estaria na faculdade. Não pode pensar nela por um momento?

Vânia estava tomada pela irracionalidade.

Sua fúria explodiu contra Luana:

— Ela é minha filha! Eu a dei à luz, ela deve me servir! Eu a bato e xingo, e ela tem que engolir em silêncio! De onde você saiu, sua desgraça? Que direito tem de me julgar?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais