(Ponto de Vista de Ethan)
Assim que terminei de lidar com aquele cara, fui atrás do Nick, porque havia escutado parte da ligação dele, mesmo sem conseguir entender o que ele dizia. Apesar disso, algo dentro de mim gritava que ele estava tramando alguma coisa… Já que na verdade, eu nunca confiara inteiramente nele, principalmente quando se tratava da Olivia e do Samuel. Como aqueles dois significavam tudo para mim, não podia cometer outro erro, tampouco permitir que mais alguém os ferisse, considerando tudo o que já tinham passado.
— Nick, Nick? — Chamei, aproximando-me do quarto dele, sentindo a ansiedade crescer.
Ele apareceu na porta, com uma expressão nada satisfeita.
— O que foi? Por que está me chamando como se o hotel estivesse pegando fogo? — Reclamou, visivelmente irritado, mas eu não tinha tempo para aquilo.
— Preciso falar com você. Me siga até meu quarto, agora! — Virei-me para sair, contudo ele respondeu antes que eu me afastasse:
— Não vou a lugar nenhum. e tem alguma questão, vai lá e conversa com o Luke. Foi você quem me disse para agir como pai, e é o que estou fazendo. Agora trate de resolver isso com ele.
Ele já ia entrando de volta no quarto quando o interrompi:
— É sobre o Samuel.
Afastei-me sem esperar por uma resposta, porque sabia que aquela era a única maneira de fazê-lo reagir. E de fato, como eu previra, um minuto depois ele entrou no meu quarto, com a expressão carregada de preocupação.
— O que aconteceu com o meu filho?
Por um instante, quase ri.
— É bom, não é?
Ele franziu o cenho, sem entender.
— Do que está falando?
Soltei uma risada breve.
— Chamar ele de seu filho. É bom, né?
Um sorriso surgiu no canto de seus lábios.
— É claro que é. Você sente do mesmo jeito, não sente? Ele praticamente é seu também. — E isso era verdade.
— Olha, cara, o Samuel está bem. Eu só queria sua atenção. — Ele suspirou aliviado.
— Certo, então o que está pegando?
Sentei-me.
— Acho que precisamos ficar de olho no Xander.
Ele arqueou a sobrancelha, provavelmente achando que eu me referia ao interesse dele na Olivia e à nossa missão de protegê-la por causa do Marcus.
— Estamos vigiando ele, Ethan. Com a gente por perto, não tem como ele fazer nada. Ele não vai chegar na Olivia. O Marcus vai ficar em paz. Posso voltar para a bebê agora?
Ergui uma sobrancelha, surpreso ao perceber que ele havia parado de chamar a bebê de “rata”. Em poucos dias, ele claramente se apegara a ela, o que, sem dúvida, era impressionante.
— Não é isso que estou dizendo. Sim, temos que mantê-lo longe da Olivia e do Samuel, mas não é pelo motivo que você está pensando. — Nick voltou a se sentar, agora visivelmente interessado.
— Você sabe de algo que eu não sei sobre esse cara?
Eu não sabia explicar direito, mas havia algo estranho nele.
— Não sei, cara, mas estou com um pressentimento ruim. Desde que cheguei, ele sempre me pareceu suspeito.
Nick suspirou.
— Não acha que está projetando tudo o que passamos nesse cara?
Fiquei aliviado ao perceber que Nick tinha feito sua parte.
— Ótimo. Ah, verdade… Ele acabou mencionando que você estava precisando da minha ajuda para algo…
— Ah, sim. — Respondeu ele. — Imagino que ele tenha contado sobre meus planos de expansão para a Ásia, certo?
— Contou, sim. — Falei, curioso com o rumo da conversa, enquanto tentava imaginar o que o Nick tinha em mente ao sugerir aquilo ao Marcus.
— Preciso de todas as informações que conseguir sobre aquele lugar. Qualquer coisa mesmo… — Continuou ele. Então, considerei que, diante da situação, manter-se ocupado talvez fosse até benéfico para ele.
— Vou conseguir tudo até amanhã, Marcus. — Hesitei antes de prosseguir. — Aconteceu alguma coisa?
O tom dele ficou mais sério.
— Ethan, me diga o que está acontecendo…
Respirei fundo. “Deveria contar ou não? Não queria deixá-lo mais preocupado, mas também não podia esconder aquilo…”
— Quero fazer uma verificação sobre aquele cara, o da foto que te mandei. Algo nele não me desce. — Confessei.
Marcus praguejou baixinho.
— Ethan, deixe essa investigação para depois. Não é prioridade agora.
Mas logo depois, o tom dele mudou, ficando mais intenso.
— Descubra tudo o que for possível sobre ele. Já ignorei meu instinto antes, e isso destruiu meu casamento. Não posso mais viver com esse tipo de arrependimento.
Ele tinha razão, afinal, não podíamos simplesmente ignorar aquilo. Era fundamental saber quem esse sujeito realmente era…
— Vou cuidar disso. — Garanti, com firmeza. — Assim que eu descobrir algo, te aviso.

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