(( Se tiver algum erro - Perdão))
POV: DOMINIC FERRARO
Puxei-a pela nuca, enterrando os dedos na umidade dos seus cabelos prateados, e comecei a beijar sua boca com uma lentidão torturante. Beijei-a com uma paixão que eu nem sabia que possuía, uma força que parecia rasgar meu peito de dentro para fora. O gosto amargo da despedida estava em nossas línguas, misturando-se ao sal das lágrimas dela e ao rastro metálico do sangue do meu lábio que ela havia cortado. Tinha também o retrogosto do uísque, criando um sabor único que eu jamais iria esquecer. Eu não ia possuí-la como um carrasco, mas como um homem que estava perdendo a única coisa que realmente importava naquele mundo de merda.
Deslizei minha mão pela curva da sua cintura, sentindo a pele quente e úmida, descendo para a sua bunda e apertando a maciez farta sob meus dedos. Peguei-a no colo com um solavanco e ela se enganchou em mim, as pernas envolvendo meu quadril enquanto me beijava com a mesma fúria desesperada que eu sentia. Eu conseguia sentir o calor da intimidade dela pressionando contra o meu corpo, sentia o rastro das lágrimas no seu rosto molhando o meu, fundindo nossas dores em um único fluido.
Interrompi o beijo na boca e desci para o pescoço. Aspirei o cheiro de sabonete, jasmim e a adrenalina que exalava dos seus poros. Suguei a pele macia logo abaixo da orelha com força, deixando uma marca arroxeada, uma prova visual e possessiva de que eu estive ali. Subi novamente, beijando seu queixo, a ponta do nariz e as pálpebras fechadas, que tremiam sob meus lábios. Alessia soluçava, e cada som que saía dela, cada arquejo de sofrimento, rasgava um pedaço da minha alma que eu acreditava ser feita de pedra. Usei meus polegares para limpar as lágrimas, mas elas eram um rio que eu não podia conter.
Eu a deitei na cama com um cuidado que eu nunca dispensei a ninguém na vida, como se ela fosse feita de cristal e eu temesse estilhaçá-la antes da hora. O corpo dela afundou no colchão de linho, e os seios perfeitos e enormes dela subiam e desciam de forma descompassada, acompanhando sua respiração errática. Meu coração apertou de um jeito que me fez perder o ar. Encostei minha testa na dela, sentindo o calor febril que emanava da sua pele branca.
— Eu vou fazer a dor passar, Alessia — sussurrei, a voz vibrando contra o rosto dela, carregada de uma promessa que era, ao mesmo tempo, o meu maior lamento.
— Eu não quero conversar... — ela solçou, fechando os olhos com força, como se quisesse apagar a realidade do quarto.

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