POV: DOMINIC FERRARO
Segurei as coxas dela com firmeza, sentindo a textura da pele branca contra as minhas palmas, e as empurrei para cima até que os joelhos dela quase tocassem seus próprios ombros. Eu precisava do ângulo perfeito, da visão total da minha ruína. Passei a língua pela extensão da sua boceta mais uma vez, com uma lentidão técnica e obsessiva; eu a queria extremamente molhada, lubrificada pelo próprio desejo que ela tentava negar, porque a ideia de machucá-la fisicamente me causava um nó na garganta que eu não sabia explicar. Eu, que sempre fui o mestre da dor, agora temia causar o menor desconforto a ela.
Esfreguei a cabeça do meu membro na própria umidade que escorria dela, sentindo o calor do seu corpo fundir-se ao meu. As pernas dela tremeram violentamente contra os meus braços, um reflexo da ansiedade e do medo que pairavam no ar como eletricidade antes de uma tempestade. Enfiei o dedo mais uma vez, sentindo o aperto absurdo e a sucção das paredes internas que pareciam clamar por mim. Estava perfeito. Estava pronto.
Engatinhei para cima da cama, movendo-me como um predador que finalmente alcançou sua presa, mas que não sentia triunfo algum, apenas uma necessidade devastadora e oca. Ajustei a cabeça dela no travesseiro e o corpo no meio da cama, querendo que ela estivesse minimamente confortável. Beijei seu rosto com uma ternura que me enojava, provando o sal das lágrimas que ainda teimavam em cair, e me posicionei entre suas pernas.
— Olha para mim — pedi, minha voz saindo em um sussurro que beirava o desespero. Eu precisava que ela estivesse ali, presente, testemunhando o fim da sua própria inocência pelas minhas mãos.
Ela abriu os olhos. Aquelas esmeraldas nubladas, ainda marejadas de mágoa, fixaram-se nos meus olhos bicolores com uma intensidade que quase me fez recuar. Eu nunca tive paciência. Na minha vida, sexo sempre foi sobre alívio bruto, sobre foder rápido e descartar o corpo depois como se fosse lixo. Eu nunca tinha feito amor. Eu nem sabia que essa porra era possível para alguém como eu. Mas com ela, minhas mãos não obedeciam ao meu instinto de destruição.
Posicionei a cabeça do meu pau na entrada dela e pincelei de cima para baixo, deixando que ela se acostumasse com a ideia de ser preenchida. Eu queria que ela sentisse a ameaça, mas também o convite.
— Vou tentar não te machucar — rosnei contra os lábios dela, um juramento inútil, antes de selar nossas bocas em um beijo que tentava abafar o som da minha própria respiração descompassada.
Enquanto eu descia para os seus seios enormes, abocanhando um mamilo com força, sentindo a rigidez dele contra o céu da minha boca. Queria desconcentrar e dividir sua atenção para que ela não focasse apenas na dor.

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