POV: DOMINIC FERRARO
Saí devagar, quase por inteiro, sentindo o vácuo que o meu movimento criava dentro dela, e voltei a entrar. Mais devagar ainda, saboreando o modo como as paredes dela me abraçavam. Ela começou a gemer no meu ouvido, um som que desarmava qualquer barreira que eu ainda tentasse manter. Era, sem dúvida, a mulher mais apertada, mais gostosa e, com certeza, a única que eu me importava em toda a minha vida. Beijei o espaço sob o seio dela, sentindo o coração dela martelar contra as minhas costelas como um pássaro preso, e depois voltei a devorar a sua boca, sentindo que o gosto agora era de desejo puro, não mais de lágrimas.
Graças a Deus, ela tinha parado de chorar. O choro dela me quebrava, mas o prazer dela... o prazer dela me tornava invencível.
Comecei a me movimentar devagar, um vai e vem rítmico para que o corpo dela se moldasse ao meu. Continuei provocando outras reações, cheirando seu pescoço, mordendo o lóbulo da orelha até senti-la arrepiar. Eu estava no limite, sentindo o calor dela me consumir. Até que eu mesmo soltei um gemido baixo, incapaz de conter a sensação.
— Que boceta gostosa. A mais gostosa que já provei — rosnei.
Imaginei que ela fosse me mandar para o inferno ou qualquer outro insulto.
— Acho que eu amo você — ela sussurrou.
O mundo parou. Aquela frase me atingiu com mais força do que qualquer soco que já levei no ringue. Senti o meu corpo reagir instantaneamente; a porra do meu sangue ferveu e o prazer subiu pela minha espinha com uma intensidade que quase me fez descarregar ali mesmo. Eu estava pronto para gozar só com aquelas palavras.
Não parei. Continuei o movimento, aumentando a velocidade. Eu tentava me conter para não machucá-la, mas o meu corpo já não me pertencia mais; ele era dela. Alessia continuava gemendo, chamando meu nome, e era a coisa mais triste e intensa que eu já tinha vivido. Eu estava possuindo a mulher que eu tinha que devolver, e cada estocada era como um prego no meu próprio caixão. O que eu devia responder? Que também a amo? Com certeza. Mas sou um idiota covarde, e o silêncio foi a minha única defesa.
Mudei o ângulo. Levantei meu tronco, ainda enterrado nela até a base, e segurei suas coxas fartas. Com um movimento firme, levantei as pernas dela, dobrando-as sobre o peito dela até que os calcanhares ficassem apoiados nos meus ombros. Essa posição a deixava completamente exposta, vulnerável e escancarada para mim.
Apertei meus dedos na carne macia das suas coxas e comecei a estocar. Agora, sem o impedimento dos nossos quadris colados, eu conseguia ir mais fundo, atingindo o fundo do seu útero a cada golpe. Eram estocadas firmes, em uma velocidade média, mas com uma pressão devastadora. Eu via o momento exato em que meu membro desaparecia dentro dela e voltava, brilhando pela lubrificação e pelo rastro de sangue que ainda nos marcava.
Minha mão desceu entre nossos corpos, amassando um dos seus seios enquanto o polegar buscava o seu clitóris inchado. Comecei a pressioná-lo com movimentos circulares e firmes, sentindo-a tremer sob o meu comando. Aumentei a velocidade das estocadas, o som da nossa pele colidindo ecoando no quarto como aplausos rítmicos para a nossa perdição. Eu a estava fofando com uma precisão cirúrgica, querendo que ela sentisse cada milímetro da minha posse, enquanto o meu próprio juízo se perdia naquela imensidão verde que eram os olhos dela.

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