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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 107

POV: DOMINIC FERRARO

Me sentei na cama e fiquei sentado na beirada da cama por um tempo que não soube calcular, com o lençol manchado de sangue e sexo enrolado nas minhas mãos. O cheiro de jasmim dela ainda estava impregnado no tecido, no meu corpo, no ar pesado do quarto que agora parecia pequeno demais para nós dois. A porta do banheiro bateu e o som ecoou dentro da minha cabeça como uma sentença de morte.

Eu estava estático. Olhei para as minhas mãos e elas não tremiam mais; estavam geladas, como o mármore das estátuas que decoravam esse corredor maldito. Eu tinha conseguido o que queria. Eu a marquei. Eu tirei a única coisa que o pai dela podia usar como moeda de troca. Eu a transformei em "mercadoria usada" para os padrões doentios da máfia deles. Mas, enquanto eu apertava aquele lençol contra o peito, a única coisa que eu sentia era que eu tinha acabado de me autoimplodir.

Eu, o psicopata. O homem que foi treinado para não ter fendas na armadura, agora estava sangrando por dentro de um jeito que nenhum torniquete poderia estancar.

Levantei-me devagar. O meu membro ainda latejava, mas a satisfação tinha sumido, substituída por uma pressão no peito que me impedia de respirar fundo. Caminhei até a janela e encarei a escuridão da Sicília lá fora. Eu ia devolvê-la. Daqui a poucos dias, ela cruzaria aquela fronteira e eu voltaria a ser o Capo solitário em uma mansão cheia de fantasmas.

A ideia de outro homem tocar naquela pele branca, de outro homem ouvir os gemidos que ela soltou no meu ouvido, fez o meu estômago revirar. Senti a bile subir novamente. Imaginei o Marcellos ou qualquer outro porco encostando onde eu acabei de deixar minha marca e uma vontade súbita de socar a parede até os meus ossos aparecerem me atingiu, mas não me mexi. Eu precisava manter a porra da máscara. Lorenzo estava lá embaixo, esperando o resultado da minha "missão". Meus soldados estavam lá fora. E o dia da eliminatória estava chegando.

Eu ia lutar naquela eliminatória no dia 14. Ia descarregar cada grama dessa agonia no crânio de quem cruzasse o meu caminho no pátio. Alessia não estaria lá para ver. Porque ela me odiava.

Saí do quarto dela em silêncio, levando o lençol comigo como se fosse um segredo obscuro, um sudário para o meu próprio enterro. Atravessei o corredor deserto, sentindo o peso do tecido nos braços. Entrei no meu escritório e a primeira coisa que fiz foi dobrar aquela porra com uma precisão cirúrgica. Cada dobra era um soco no meu estômago. Aquilo era o plano: enviar por correio, provar a "violação", destruir o acordo de casamento. Uma parte de mim sentia um triunfo doentio: se ela fosse rejeitada, talvez sobrasse para mim. Mas a outra parte sabia que, se ela ficasse, seria para morrer sob as ordens de Leopoldo.

Joguei o tecido dentro do cofre e girei a tranca de aço. O barulho do metal se fechando selou a minha alma lá dentro junto com o sangue dela.

Sentei-me na minha cadeira e servi-me de um copo de uísque puro. O líquido queimou a garganta, mas não aqueceu nada por dentro. Eu estava morto. Eu tinha me suicidado no corpo daquela mulher e agora só restava o resto de um homem que precisava ganhar uma guerra para garantir que a mulher que o odiava continuasse viva.

Peguei o celular sobre a mesa, a luz da tela cortando a penumbra do escritório. Havia uma mensagem de Killian Moretti. Ele ainda estava na Coreia do Sul, aproveitando os últimos quatro dias com a Heloísa antes de mergulhar no caos. O plano era tático e sem margem para erros: Killian viria para a Itália com a Heloísa, mas o destino dela não seria o campo de batalha.

Eu levaria a Heloísa, a Alessia e o Cassian para o Brasil, para a Fortaleza dele em São Paulo. Lá, o grupo estaria completo — Maitê, Noah, Heloísa e Alessia. Todos sob a minha vigilância, sob o meu fuzil. Enquanto eu garantia que nenhuma ameaça tocasse o solo daquela mansão em São Paulo, o Lorenzo e o Moretti partiriam da Itália direto para a Índia. Eles resolveriam a porra da missão dos contêineres e voltariam a tempo da proclamação de Killian como Capo, marcada para o dia 11 de outubro.

Respondi apenas com um "OK" curto e seco. A ironia da situação era uma piada de mau gosto, mas uma que eu aceitaria de bom grado.

Eu ia viajar para o outro lado do oceano e a lógica dizia que seria melhor não ver a Alessia mais até o dia da entrega. Seria mais fácil para nós dois se houvesse distância. Mas o meu peito protestou violentamente contra essa ideia. Eu não conseguia deixá-la aqui na Sicília, vulnerável ao alcance de Leopoldo ou às garras de Marcellos enquanto a guerra explodia. Eu ia levá-la para o Brasil, nem que fosse à força. Ela estaria mais segura sob os meus olhos, protegida pela minha própria pele, do que sozinha em uma casa onde o perigo espreitava em cada sombra.

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