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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 108

(( Um cap enorme e especial para vocês. - eu escrevi esse cap. para ser uma forma mais relaxada e pertubada da cabeça da Alessia ok, as ordens podem estar confusa e repetitiva- Más é para ilustar o caos da mente dela ok..)))

POV: ALESSIA LOMBARDI

Eu joguei a toalha no chão e fiquei ali, nua, vulnerável e furiosa sob a luz pálida do abajur. Por um segundo, vi a dúvida rasgar os olhos bicolores do Dominic. Ele queria fugir. Ele queria vestir aquela armadura de mármore gelado, fechar a porta e me deixar sangrando sozinha no frio daquele quarto. Mas quando ele avançou e me prensou contra a parede, a represa dentro de mim estourou.

Os t***s que dei nele foram os únicos gritos que eu consegui soltar antes que a mágoa me afogasse. Como ele ousa? Como ele ousa me levar para o céu em uma cachoeira à tarde e me jogar no lixo à noite? O estalo da minha mão na pele dele ecoou como um disparo, mas foi o meu coração que sentiu o impacto.

— Seu covarde! — eu gritei, mas por dentro eu estava implorando: me nota, me sente, me diz que eu não sou só uma moeda de troca na mão do meu pai.

Ele disse que não ia me estuprar com uma voz que carregava um arrependimento que ele não tinha o direito de sentir. E o pior é que eu sabia. Eu sabia que, naquele momento, eu o queria tanto quanto ele me queria, ou talvez até mais. Eu sei como as mulheres na máfia eram tratadas; apenas carne, apenas receptáculos para o alívio e o ódio dos maridos. Eu estava pronta para a ignorância dele. Estava pronta para ser usada e descartada com a crueza de um animal.

Mas ele me beijou.

Caralho, ele beijou cada centímetro da minha pele com uma reverência que me destruía. Ele me beijou dos pés à cabeça como se eu fosse sagrada, como se estivesse tentando memorizar o meu gosto para uma eternidade de jejum. E cada beijo dele era um soco no meu peito. Eu chorava enquanto ele subia pelas minhas pernas, mas não era de medo. Meu coração estava em frangalhos porque o que ele dizia não batia com o que ele fazia. A boca dele falava em "mercadoria", mas a linguagem do corpo dele gritava que eu era a única coisa que o mantinha respirando.

Quando ele finalmente penetrou, eu senti um preenchimento que foi muito além do físico. A dor da virgindade estava lá, nítida, mas ela foi engolida por uma sensação de pertencimento que eu nunca achei que sentiria com um sequestrador. Parecia que, pela primeira vez, as peças do meu quebra-cabeça se encaixaram. Eu enterrei minhas unhas nos braços dele, rasgando a pele, e o puxei para perto, querendo que nossos corpos se fundissem. Eu queria que ele entrasse tanto em mim até que não houvesse mais Dominic ou Alessia, apenas um borrão de nós dois perdidos na escuridão da Sicília. É bizarro? É. Eu sou louca? Provavelmente. Mas ali, sentindo o peso dele e o latejar do seu sangue contra o meu, eu queria ficar para sempre.

Eu via o suor pingando do peito dele sobre o meu e sentia o modo como ele tentava não me machucar, estocando com uma cautela que me fazia querer gritar. Ele estava sendo gentil no meio da sua própria tempestade. Quando eu atingi o ápice e meu corpo tremeu inteiro sob o comando dele, foi como se eu estivesse flutuando. O prazer era tão denso, tão absoluto, que a dor se tornou apenas um ruído de fundo. Mas então, eu vi nos olhos dele: a luz estava voltando. Ele ia se afastar. Ia vestir a máscara de Capo de novo.

— Quero de novo — eu pedi, a voz rouca, ignorando o latejar entre as minhas pernas.

Eu precisava perpetuar aquele momento. Eu sabia que, se ele saísse daquela cama, o Dominic "homem" ia morrer e o "Capo" frio ia voltar para me ignorar até o dia da entrega. Eu não podia deixar a chama apagar, não podia aceitar o frio de novo.

E ele voltou. Ele me fodeu de novo, e eu ri. Ri de puro desespero e ironia contra o pescoço dele. Ele dizia que eu tinha que odiá-lo, mas ele estava ali, esfolando a própria sanidade para me dar prazer. Por que você está fazendo isso, seu idiota?, eu pensava enquanto ele me possuía com uma fome renovada. Se ele me tratasse como uma das mulheres que ele compra e j**a fora, seria mais fácil. Mas não. Ele estava fazendo amor comigo com uma intensidade que doía mais que qualquer violência. Ele estava me amando com o corpo enquanto a boca derramava mentiras.

E quando ele me colocou de quatro e me deu aqueles t***s na bunda... meu Deus. O estalo seco vibrou em cada osso do meu corpo. Eu não devia ter gostado. Minha moral de "boa moça" gritava que aquilo era errado, mas meu corpo, despertado por ele, gritava por mais. O som do tapa ecoou e eu me senti viva, elétrica. Eu estava no céu, sentindo que o prazer tinha anulado qualquer resquício de cansaço. Não fazia sentido nenhum! Eu estava ficando louca.

Ele estava apenas se aliviando? Não. Se fosse só alívio, ele já teria ido embora. Ele estava me possuindo porque ele também estava acorrentado a mim. Era ele quem estava fazendo o momento durar, estocando devagar, sentindo cada contração minha como se fosse a última. Ele estava se descobrindo em mim, me marcando, me fazendo gozar de novo e de novo até eu desmanchar em suor e soluços no colchão.

Quando ele finalmente saiu de cima de mim e eu mal conseguia sentir as minhas pernas, uma clareza amarga me atingiu. Ele limpou o pau com a camisa e vestiu a calça com a frieza de um mercenário que acabou de cumprir uma missão. Se ele não ia me contar a verdade, se ele ia continuar com esse jogo cruel de me dar o paraíso para depois me devolver ao inferno, então eu ia jogar o jogo dele. Eu ia ignorá-lo. Ia fingir que ele não tinha me estraçalhado e reconstruído na mesma noite.

Ele queria me marcar com o sangue, meu próprio sangue, mas eu marquei ele com o meu também.

Eu me arrastei para debaixo do chuveiro e deixei a água quente cair, mas não era o suficiente para lavar o que eu estava sentindo. Minha boceta ardia, um latejar constante que servia como um lembrete físico de que ele tinha me marcado. A traição do meu próprio corpo era a minha maior ferida. Passei a mão pelos meus lábios e os senti inchados, sensíveis ao menor toque. Nós nos beijamos demais. Meus dedos subiram para o pescoço e mapearam os lugares onde ele tinha sugado a minha pele, onde os dentes dele tinham deixado marcas que agora queimavam como fogo sob a água quente. Parecia que o toque dele ainda estava ali, impregnado na minha carne, uma assinatura de posse que eu não conseguia apagar.

Eu sabia que ele não tinha pegado pesado comigo. Eu vi o Dominic em ação, ouvi histórias horrorosas sobre ele, vi como ele era uma máquina de matar precisa e violenta. Se ele quisesse me machucar de verdade, ele teria feito. Mas ele teve um cuidado que me enojava, uma paciência que eu não queria admitir. Eu não podia pensar no porquê desse cuidado. Se eu pensasse, ia acabar acreditando na mentira de que ele se importava. E eu não podia me dar ao luxo dessa ilusão.

— Idiota... você é uma idiota, Alessia — solucei, abraçando meus próprios joelhos no chão do box.

Eu queria odiá-lo por ter sido bruto, mas a verdade que eu escondo até de mim mesma é que eu o odeio por ter sido gentil. Ele me tocou como se eu fosse sagrada, mesmo enquanto jurava que eu era apenas mercadoria. Como ele pode me dar o céu e depois me empurrar de volta para o inferno? Naquela cama, eu não era a noiva troféu ou a filha submissa. Eu era dele. E pela primeira vez, ser "propriedade" de alguém não parecia uma corrente, parecia um lugar para pertencer. O modo como ele inspirou meu cheiro... ele parecia estar morrendo por mim. Então por que ele não luta? Por que ele só sabe me quebrar e não sabe me segurar?

O vapor preenchia o banheiro, mas eu estava com frio. Um frio que vinha de dentro, de um coração que estava sendo estraçalhado e jogado aos cães. Eu chorei até o ar faltar nos pulmões. Não sei quanto tempo fiquei ali caída. Minha pele já estava toda enrugada, minhas pernas dormentes pelo esforço e pela posição de derrota. Quando finalmente tomei coragem para desligar o chuveiro e sair, cambaleando, o quarto estava mergulhado no silêncio sepulcral de um túmulo.

Olhei para a cama. Ele tinha trocado tudo. As cobertas estavam esticadas, o linho branco estava impecável, como se o meu sangue nunca tivesse manchado aquele tecido. Como se ele não tivesse me possuído horas antes com aquela intensidade que me fez esquecer meu próprio nome. Ver o quarto arrumado foi como ver a cena de um crime sendo limpa para esconder as evidências.

Caminhei até a cama devagar, sentindo um vazio absoluto. No fundo, bem lá no fundo, onde a dignidade já não existia mais, eu tinha um pingo de esperança. Uma esperança estúpida de que, quando eu tivesse aberto a porta do banheiro, ele estivesse sentado ali, na poltrona, me esperando com aquele olhar bicolor. Que ele fosse me puxar para o seu colo e dizer: "Esquece o plano, esquece o Leopoldo. Eu não vou te devolver. Eu fico com você."

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